sexta-feira, 29 de junho de 2007

Resultado da Congregação da FC

A estudante Ludmilla Rubinger participou da reunião da Congregação da Faculdade de Ciências e nos enviou o que foi discutido e decidido:

- CALENDÁRIO ESCOLAR – GRADUAÇÃO
Foi aprovada a proposta de calendário com início das aulas para o dia 02/07 (segunda-feira) e início de férias para 06/08 (segunda-feira) até dia 18/08. Dessa forma, serão duas semanas de férias em agosto (período em que serão feitas matrículas, adequações e confirmações). Além disso, também NÃO haverá necessidade de aulas em janeiro. Com relação às férias dos docentes e idas a Congressos, viu-se a possibilidade de serem tratados caso a caso.

- REPRESENTAÇÃO DOCENTE JUNTO AO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNESP
Foi aprovada por unanimidade a realização de eleição para representante docente da FC no Conselho Universitário (votam somente docentes).


- CALENDÁRIO DE REUNIÕES ORDINÁRIAS DA DOUTA CONGREGAÇÃO DA FC
A próxima reunião da Congregação ocorrerá no dia 05/07.


Observações

Durante a reunião, a representante discente destacou alguns pontos:
  • A estudante não defendeu nenhuma posição concreta com relação ao calendário proposto, pois isso não foi discutido em nenhuma assembléia estudantil, portanto, ela não se sentia apta a representar todos os alunos, mas salientou a importância das aulas serem repostas com qualidade;
  • Sobre a questão das faltas e prejuízos com relação a provas e trabalhos aplicados em período de greve, os alunos devem entrar com recurso, pois assim, este passaria pela coordenadoria do curso, pela comissão de ensino e pesquisa e por fim, chegaria à Congregação (a estudante pediu uma postura mais forte do diretor - como a cobrança aos professores "fura-greve"-, mas ele disse que essa seria uma medida muito impositiva;
  • Os professores não concordaram com a postura da FEB de realizar um calendário à parte. Os alunos da FEB que se sentirem prejudicados, devem entrar com recurso.
FEB e FAAC

A diretoria da FEB alegou já ter convocado uma reunião conjunta (os professores da engenharia negaram veementemente tal convocação) e disse que já está com o seu calendário pronto.
A congregação da FAAC será realizada no dia 02 de julho, às 14h, na sala dos órgãos colegiados (próxima à seção de graduação) e será aberta a todos. Participe para que seus direitos sejam respeitados!

Bauru na reunião do Comando de Greve Estadual

Ontem, dia 28 de junho, o comando de greve estadual se reuniu na cidade de Araraquara para discutir os movimentos de greve nas estaduais paulistas e os balanços que cada campus das três universidades fez.

Dois carros e uma van saíram de Bauru no início da manhã de ontem para participar do comando. Segundo os estudantes da Unesp de Bauru que participaram da reunião, o encontro foi importante para saber as peculiaridades de cada campus, tanto no aspecto de contrução da greve, como nas necessidades estruturais.

Ato

Depois disso, foi discutido e votado um ato na Rodovia Washington Luis. As cerca de 130 pessoas presentes fizeram uma passeata pelas ruas da cidade, até chegarem na avenida, uma das mais importantes de Araraquara. Houve um impasse: alguns manifestantes queriam ficar na praça ao lado da avenida para dialogar com a população e outra parte queria parar o trânsito da via (de pouco em pouco tempo). Resultado: dois grupos se dividiram e fizeram as duas coisas.

Os integrantes da Unesp de Bauru ressaltaram a importância da reunião e do ato para a união do movimento estudantil em nível estadual.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Avaliações possíveis do Movimento Estudantil sobre o fim da greve

Entramos na greve com uma pauta de reivindicações séria, que parte das nossas necessidade cotidianas, discutida em assembléia e perfeitamente concretizável.

Precisamos, todos, da humildade de aprender com a História

Em 1999 e 2000, os estudantes da UNAM (Universidad Nacional Autônoma do México) "cruzaram os braços" numa greve de 10 meses, num árduo trabalho de cansar o governo. Estudantes foram presos e reprimidos. A greve, vitoriosa, mobilizou as diferentes classes da sociedade mexicana a favor dos estudantes, considerados heróis da resistência e da denúncia contra um governo opressor das classes mais pobres. Dez meses de greve para serem ouvidos - e libertarem os presos políticos (estudantes) da maior mobilização mexicana dos últimos tempos. A história se repete ou se assemelha muito em diferentes partes do mundo na contemporaneidade, em especial no tocante às formas de repressão nas sociedades democráticas (vejam a ação policial em Araraquara contra os manifestantes).
Talvez por maior consciência política e participação das massas, talvez por estarem em condições materiais piores do que as nossas hoje, os estudantes mexicanos resistiram no tempo mobilizados. E nós, quanto tempo estaríamos dispostos a nos mobilizar para cansar o governo? O quanto isso é ou deve ser prioridade nas nossas vidas?

Professores, funcionários e peculiaridades desta greve

Professores entraram na greve este ano a reboque da ocupação dos estudantes da reitoria da USP. Em Bauru, iniciaram a greve impulsionados pela mobilização estudantil. Saíram da greve com o mesmo reajuste salarial obtido desde o princípio - 3,37%. Os reitores, temendo uma grande greve devido à questão dos decretos, ofereceram de início um reajuste maior que o cogitado pela categoria inicialmente.
Então, em benefício sobretudo dos funcionários, professores reivindicaram 3,15% de reajuste mais uma parcela fixa de R$200. Peculiaridade desta greve e que poucos sabem, a questão salarial não foi o principal ponto dos professores. A briga era pela Universidade pública no Estado, e o estopim foram os decretos do Serra. Talvez esta tenha sido a razão da desmobilização da categoria docente, em sua maioria: a briga não era pelo bolso. Professores da USP aceitaram o Decreto Declaratório e voltaram às aulas. Em Bauru, professores não tiveram suas reivindicações atendidas. E voltaram às aulas devido à pressão dos professores que não estavam sensibilizados com a causa da Universidade no tocante à questão dos decretos.
Funcionários conseguiram um reajuste de cerca de R$30 por mês, para aqueles que ganham R$1000, por exemplo - lembrando que o piso salarial é de R$800.

Baderneiros não cansam, governo não dorme

Quanto aos estudantes do movimento, dois posicionamentos predominaram. Alguns acreditavam que, por mais justa e estratégica que pudesse ser a greve, o Comando de Greve perderia muito mais tempo e energia em tentar persuadir professores e estudantes do campus que não respeitam as Assembléias e furam a greve do que mobilizaria pessoas em torno do que realmente seria importante numa greve: criar estratégias de pressão, organizar atos públicos e negociar com as autoridades. Logo, a greve se faria inviável.
Outros acreditavam que, à medida que não havíamos conseguido o que queríamos de forma satisfatória, não deveríamos deixar a greve.
Na Assembléia Estudantil da última segunda, no entanto, era consenso que, com greve ou sem greve, a mobilização continuaria de outras formas.

Nosso pós-greve e convite à participação dos estudantes

E assim é: os estudantes deixaram a Assembléia já criando novas maneiras de continuar com o movimento. A capacidade de se renovar é fundamental e estamos trabalhando nisso em Bauru e em todo o Estado.
Estaremos em Araraquara amanhã (quinta, 28), para a reunião do Comando Estadual de Greve que vai se transformar, com o eventual fim das greves, no Comando Estadual de Mobilização.
Faremos um flash-mob na próxima terça-feira em Bauru.
Continuaremos atuando com as Comissões (Finanças, Comunicação, Atividades...).

É bom saber

Unicamp, Ourinhos, Rio Claro e USP São Carlos ainda estão ocupados.
A greve estudantil continua em algumas unidades da Unicamp e em alguns campi e cursos da Unesp, bem como na USP São Carlos e USP Ribeirão.

Intervenção Artística na Assembléia

Quem compareceu ao anfiteatro “Guilhermão” na última terça-feira para participar da assembléia unificada com certeza tomou um susto ao ver cinco pessoas estáticas, sentadas em carteiras estrategicamente posicionadas embaixo de sacos plásticos que soltavam gotas de água nas cabeças dessas pessoas.

Havia palavras pintadas nos corpos dos manifestantes, como “utopia”, “interesse”, “educação”, “Unesp”, entre outras. A idéia da intervenção surgiu dos próprios “personagens”, que explicam que a manifestação não tinha um caráter fechado. “É uma manifestação simbólica. Cada um que está aqui (na assembléia) pode interpretar os diversos elementos do jeito que quiser”, disseram os integrantes em uma espécie de entrevista em grupo.

A estudante Beatriz Costa Rangan interpretou o ato como uma demonstração de passividade. “Eu vi a queda da água como a queda dos problemas. Eles caem nas cabeças das pessoas e elas se mantêm apáticas, assim como o menino ficou, olhando para o nada”.

Já Leandro César de Oliveira teve outra impressão.“Eles estavam sentados, passando por uma tortura”, comenta o estudante.

Uns acharam fantástico, outros não entenderam, mas a intervenção artística fez com que os participantes da assembléia pensassem, pelo menos um pouco, sobre o papel que exercem na universidade.

E você, o que achou?

Participantes da intervenção: Sarah Carvalho, Thaís Luquesi, Felipe Matos, Andrea Martins e Emiliano.

Fotos: Andressa Borzilo

"Não à repressão" visita a Câmara

Publicado no Jornal da Cidade em 24 de junho (http://www.jcnet.com.br/busca/busca_detalhe2007.php?codigo=106863). Nossas Comissões estão levando aos diferentes setores da sociedade - e à imprensa - a nossa luta.

Unesp e a Câmara

Estudantes do Comando de Greve da Unesp de Bauru protocolaram sexta-feira uma carta na Câmara Municipal pedindo aos vereadores um posicionamento contrário à ação policial na greve que paralisa as universidades estaduais. “A Polícia Miliar tem sido usada pelo governo na tentativa de silenciar os estudantes contrários aos rumos que Serra dá ao ensino superior”, diz a nota enviada ao JC.

Entregue a Tobias

Os alunos reclamam principalmente contra o uso da tropa de choque para a retirada de estudantes do câmpus da Unesp de Araraquara. A mesma carta e o mesmo pedido foram entregues pelos universitários bauruenses ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). A reitoria da USP, em São Paulo, foi desocupada na última sexta-feira por grevistas, alunos, professores e funcionários.

Universidades estaduais de SP prestam contas à sociedade!!

O texto abaixo foi publicado no Jornal da Cidade, em 23 de junho, pelo professor Henrique Luiz Monteiro, da Faculdade de Ciências da Unesp Bauru. É uma reflexão sobre o papel social da Universidade Pública. Informações como estas podem colocar a sociedade ao nossa lado na briga por uma universidade melhor.


As universidades paulistas têm ocupado as manchetes dos principais veículos de comunicação do país. Além das matérias sobre a ocupação da USP e de outros prédios da Unesp e Unicamp, também foram assuntos recentemente destacados: (a) intervenção do Estado no controle financeiro da Unesp, Unicamp e USP, ferindo a autonomia assegurada pela constituição de 1988; (b) a ampliação de vagas do ensino superior público; e, (c) o distanciamento das Instituições de Ensino Superior (IES) da sociedade. Primeiramente é preciso registrar que no período 1988-2007, a autonomia universitária permitiu expressivo ganho de eficiência das universidades paulistas, como o aumento de vagas na graduação (92% na Unesp, 137% na Unicamp e 52,1% na USP) e de formados na pós-graduação (1053% na Unesp, 280% na Unicamp e, 93,6% na USP).

No Brasil, a produção científica apurada pelo Science Citation Index Expanded aumentou de 10.279 artigos em 1998 para 15.846 em 2002 (crescimento de 54,2%), o que posicionou o País no 17° lugar no ranking dos maiores produtores de conhecimento científico do mundo, sendo que as universidades públicas paulistas respondem por 49,6% da produção nacional. Este crescimento, a partir da autonomia, ocorreu apesar da estagnação do número de docentes na ativa (3.396 em 1989; 3.354 em 2005-Unesp) e do aumento do quantitativo de aposentados (7% em 1989; 27% em 2005-Unesp), que oneram a folha da Universidade sem repasse do Governo Estadual. Especificamente sobre o item (a) em tela, é necessário esclarecer que as universidades estaduais sempre prestaram contas de seus gastos. Anteriormente ao Decreto 51.636 de 09/03/2007, o Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios (Siafem/SP) era alimentado mensalmente e agora o governador determinou a atualização diária. Os três reitores informam estarem avançadas as negociações com as secretarias da Economia e da Fazenda para a atualização do Siafem em menor espaço de tempo sem comprometer a autonomia. Sobre o item (b), vale lembrar que esta bandeira já foi empunhada nos anos setenta quando o Ensino Fundamental e Médio foram universalizados. Na época a classe política clamava era por um ensino público de qualidade extensivo a todas as camadas da população, porém, a ampliação de vagas sem o devido aporte de investimentos para assegurar a qualidade, resultou numa escola pública onde todo cidadão com condições de retirar seus filhos do sistema, faz opção pelo ensino privado.

O que o povo pede e tem direito é a um “Ensino Superior Gratuito”, e não a ampliação de vagas em razão inversamente proporcional a qualidade. Para o item (c) é preciso esclarecer que uma coisa é distanciamento, a outra é falta de comunicação. Até a matéria do JC de 20/06/2007, quando anunciou 385 projetos sociais mantidos pelas IES, eram comuns as manifestações de autoridades locais a acenar nos órgãos de imprensa que as IES encontravam–se distantes da Sociedade. Das 385 iniciativas, apenas o câmpus da Unesp em Bauru responde por 162 projetos. Na região, apenas na área de saúde a Faculdade de Medicina de Botucatu é responsável por 583.150 atendimentos/ano, a maioria para procedimentos complexos (os mais caros); a FOB-USP de Bauru responde por 53.853 atendimentos/ano e o Centro de Psicologia Aplicada da Unesp de Bauru, por cerca de 10.000 atendimentos/ano. As universidades públicas paulistas são patrimônio do povo do Estado de São Paulo, prestam contas à sociedade e têm dado conta do seu papel.

O autor, prof. dr. Henrique Luiz Monteiro, é docente da Faculdade de Ciências, da Unesp-Bauru.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Deliberações da Assembléia Unificada

Assim como nas assembléias de docentes e de estudantes, ocorridas ontem, a assembléia unificada das três categorias (professores, alunos e funcionários) realizada hoje, colocou em discussão o refluxo do movimento estadual e o entrave de alguns segmentos das três categorias em participar ou apoiar a greve. Seguindo o indicativo das assembléias de docentes e de estudantes, a plenária aprovou o voto em separado, por categorias, com relação à manutenção ou não da greve. Foi deliberado(a):

-Suspensão da greve de estudantes (312 favoráveis; 174 contrários e 34 abstenções);

-Suspensão da greve de funcionários (por contraste);

-Suspensão da greve de professores (por unanimidade);

-Criação de um Fórum de todos os campi da Unesp, a ser sediado em Bauru (data ainda será definida);

-Convocação de uma audiência pública com os três diretores das faculdades do campus de Bauru;

-Convocação de uma audiência pública com o reitor Marcos Macari em Bauru, para que ele discuta a nossa pauta de reivindicações;

-Realização de um flash-mob nas principais ruas de Bauru na terça-feira, dia 03 de julho;

-A reposição de aulas foi aceita por funcionários e professores;

-A data para volta às atividades normais: segunda-feira, dia 02 de julho.

O movimento sai da greve de forma organizada e unificada. O recuo foi necessário devido à conjuntura estadual, mas a luta contra os decretos e quaisquer mecanismos que tentem jogar a universidade pública na vala comum (assim como foi feito com o ensino básico e fundamental) continua!

Carta do Comite Estadual de Greve das Universidades Estaduais Paulistas

O Comitê Estadual de Greve das Universidades Estaduais Paulistas, representando 15 unidades em greve e cinco ocupações em vários Campi de diversas cidades paulistas, vem por meio desta comunicar:

1. Consideramos inconstitucional a criação da Secretaria de Ensino Superior, uma vez que uma Secretaria de Estado só pode ser criada através de lei aprovada pela Assembléia Legislativa, como prevê a Constituição Estadual, e não por decreto. Da mesma forma consideramos inconstitucional a separação entre ensino, pesquisa e extensão, realizada pelo decreto n. 51. 460, que separa as Universidades Estaduais da Fapesp e CEETEPS.
Sendo assim, continuaremos na luta pelo que entendemos ser legítimo fazendo atos por todo o Estado.

2. Não aceitaremos qualquer punição a alunos, funcionários e professores das Universidades Estaduais por motivos políticos de greve e seus métodos - inclusive piquetes, barricadas e ocupações. Também não aceitaremos de forma alguma a presença e permanência da Polícia
Militar nos Campi, sob pena de novas ocupações e reocupações.
Entendemos que o direito de greve é legítimo e que a presença da polícia nas Universidades significa uma clara ameaça à autonomia universitária e retoma uma prática dos tempos da Ditadura Militar.


Campinas, 23 de junho de 2007.
COMITÊ ESTADUAL DE GREVE DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS PAULISTAS

Avanço nas negociações da Unesp

Abaixo segue a carta que relata a visita do reitor da Unesp, Marcos Macari, à Unesp de Marília:

Pessoal,
Conforme o combinado quando da desocupação do prédio da direção de Marília pelo movimento de ocupação, o Reitor esteve hoje na unidade e discutiu a pauta de reivindicações dos estudantes. Além da pauta local, também foi colocada em discussão a pauta geral da Unesp, definida no último CEEUF, o que foi feito pelos membros do comando de greve presentes - Rio Claro, Ourinhos e Presidente Prudente.

Apesar de sabermos que o Reitor não se comprometeria em relação à maioria da pauta colocada, acreditamos que a atividade foi muito positiva pois abre diálogo em vários pontos da mesma e inclusive porque tivemos um comprometimento do Reitor em alguns pontos importantes para nós. Pressionamos bastante para que as negociações fossem imediatamente abertas nos campi em greve e ocupados. A respeito disso Macari disse que basta entrar em contato com a reitoria para agendar a ida dele nos respectivos campi, o que já ocorreu com Araraquara, onde ele deve estar amanhã, Assis e Rio Claro, onde ele deve ir nos próximos dias.

Houve uma sinalização positiva por parte da reitoria em contratar funcionários públicos para fazer a vigia do campus, que encontra-se hoje em grande defasagem, além do posicionamento favorável a abertura 24H dos campus e autonomia para utilização do espaço e da infra-estrutura, coisa que encontra grande resistência por parte da direção daqui.
O reitor também se colocou de forma favorável à concessão de bolsas alimentação para o RU, inclusive dizendo que há verba para isso mas que, apesar disso o que impede que ela seja usada para estes fins seja a questão da inexistência na Unesp de uma rubrica específica para auxílio alimentação. Também houve sinalização favorável à discussão sobre a ampliação do CEES, bem como à construção da "Escola de Aplicação" e do "Instituto de Línguas". Para tanto, foi aprovado em votação simbólica que a Congregação local deve apresentar um projeto para a construção dos mesmos.

Também houve votação simbólica contra as punições ao movimento, um dos pontos da pauta em que ele se colocou de forma mais intransigente, mesmo que todas as falas se colocassem veementemente contrárias às punições. Aliás, neste ponto ele foi bastante pressionado, assim como em relação aos decretos, sobre os quais ele justifica a ação do governo como sendo uma ação de Estado que não pode ser questionada.
Acredito que houve avanços importantes, mas nada muito além do esperado. Nossa assembléia de avaliação é terça-feira, à noite, por hora a greve permanece.

Manuela
D.A. "XV de Março"
Unesp Marília

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Deliberações das Assembléias de segunda-feira, dia 25/06

Às 14h desta segunda-feira, na Central de Salas de Aula, ocorreu a assembléia do docentes convocada pela Adunesp Seção Sindical. Os cerca de 40 professores presentes discutiram questões referentes ao movimento construído durante o período de greve, como a falta de apoio da categoria, o pouco interesse da maioria dos docentes com relação aos decretos e a impossibilidade de manutenção da greve devido ao refluxo estadual e à baixa mobilização local. Ao final das discussões, a assembléia deliberou:

-Indicativo da categoria docente à assembléia unificada de saída da greve;
-Indicativo da categoria docente à assembléia unificada de votação por segmento;
-Convocar o reitor da Unesp para discutir, em Bauru, a autonomia universitária;
-Indicativo ao Fórum das Seis de realização de assembléias unificadas das três categorias por um período fixo e realização de um abaixo assinado estadual contra os decretos;
-Repúdio a qualquer tipo de repressão a professores, funcionários e estudantes que participaram do movimento de greve.
-Declaração dos docentes de estarem em assembléia permanente (podem chamar assembléia a qualquer hora, sem a burocracia necessária).

Estudantes

A assembléia estudantil também foi realizada na Central de Salas, mas no fim da tarde. Cerca de 100 alunos fizeram a avaliação do movimento grevista com ampla discussão sobre os indicativos da categoria a serem levados para a assembléia unificada. Foi deliberado:

-Indicativo da categoria estudantil à assembléia unificada de votação por segmento;
-Indicativo da categoria estudantil à assembléia unificada de manutenção da greve;
-Manutenção das comissões caso a greve termine;
-A escolha dos delegados para participação no comando de greve estadual;
-Realização de uma audiência pública com os três diretores do campus para que nossas reivindicações sejam discutidas;
-Criar uma comissão para fiscalizar o cumprimento normal das aulas por parte dos professores;

Coerência

Tanto os professores quanto os estudantes que participaram de todo o movimentro grevista sabem que as vitórias conquistadas não são as desejadas, mas também têm consciência do embate que acontece entre os favoráveis e os não-favoráveis à greve.

Os professores mobilizados tiveram que levar a greve nas costas enquanto muitos colegas aproveitavam o tempo livre para corrigir trabalhos e adiantar pesquisa. O mesmo pode ser dito com relação a alunos que estudaram para provas e tiveram tempo de voltarem para suas casas, enquanto colegas de classe se desgastavam contruindo a greve em Bauru. O indicativo da classe docente é de retirada da greve, pois ela é inviável neste momento em que a classe está tão desmobilizada nos níveis local e estadual, mesmo com a luta de poucos professores. Os estudantes defendem o indicativo de manutenção da greve, pois querem continuar mobilizados e lutando por melhorias para o campus e para a (que não foram satisfatórias), mas sabem que há uma grande despolitização do segmento e que a defesa da proposta será difícil.

O movimento foi construído unificadamente e se mantém da mesma forma até agora. Os trê segmentos unidos conseguem agregar muita força para lutar pelos direitos que estão sendo tirados da universidade.

FATEC E CENTRO PAULA SOUZA

“O deputado Pedro Tobias anuncia instalação da FATEC em Bauru e Lins”. Sim, este era o título de mais um release (material enviado pelas agências de comunicação).

Em meio a um grande debate estadual sobre universidades públicas, o representante estadual bauruense anuncia para imprensa uma informação como esta? Fiquei curiosa...

Tentei o contato com sua assessoria não obtive retorno, a solução era confirmar a notícia direto da fonte. Uma semana, esse foi o prazo para obter uma resposta convincente da Diretora Superintende do Centro Paula Souza*, Laura Laganá, que por meio de sua assessoria nos informou que a situação em Bauru é inicial, reuniões ainda nem foram agendadas e que o Ceeteps não tem condições de avaliar essa possibilidade.

*Centro Paula Souza – Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – É uma autarquia1 do governo do estado de São Paulo que administra as Escolas Técnicas Estaduais (ETES) e as Faculdades de Tecnologia do mesmo estado.

1Autarquia – Serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receitas próprios para executar atividades típicas de Administração Pública, possuem uma gestão administrativa e financeira descentralizada.

Ainda bem!

A vinda de uma possível FATEC para Bauru ou região faz parte de um plano irresponsável de expansão de vagas enfrentado por boa parte das instituições públicas de ensino.

No ano passado, foram abertas nove unidades da FATEC e neste ano foi criada uma unidade em Mogi Mirim e uma outra, em Mogi das Cruzes, tem previsão para começar suas operações no início de 2008.

Em uma rápida busca pela internet, são inúmeros os municípios que também anunciam a vinda de Faculdades de Tecnologia...em quem acreditar? A FATEC e o Centro Paula Souza não confirmam. “Reuniões em fase inicial”, “Encontros serão agendados”...mas os deputados dessas cidades afirmam com veemência que as discussões já foram iniciadas.

O que nos resta?

Acreditar que não passam de boatos! Pois o Centro Paula Souza mantém hoje 30 FATECS e em um prazo de quatro anos, já foram inauguradas 14 Escolas Técnicas Estaduais (ETES), totalizando 130 ETES. A assessoria de imprensa da Ceeteps, ao menos, confirma que há um Plano da Expansão de Unidades das Faculdades de Tecnologia, mas ao serem questionados sobre possível expansão do plano orçamentário afirmam:

“Não temos essa informação ainda”.

Ah! Ainda tem os decretos!!!

Segundo o decreto 51.460 a Ceeteps é mantida na Secretaria do Desenvolvimento separada das universidades estaduais, que estão, por sua vez, na Secretaria de Ensino Superior. O que vincula a formação dos nossos colegas às diretrizes de desenvolvimento econômico definidas pelo Estado (recordam-se das pesquisas de cunho operacional?), ou seja, fere a autonomia didático-científica da instituição.

Além disso, o decreto declatório mantém a proibição de contratação e admissão de pessoal na Ceeteps. E então fica uma pergunta? No texto da assessoria de imprensa do deputado estadual pelo PSDB, Pedro Tobias, o governo do estado, através do Centro Paula Souza seria o responsável pela infra-estrutura, pelos recursos humanos e definição dos cursos da FATEC Bauru.

Responsável pelos recursos humanos, como? O governador não proibiu a contratação de profissionais para as FATECs e ETEs?

Alguns esclarecimentos...

Com a separação da FATEC da UNESP, graças a criação da Secretaria de Ensino Superior, aliada a deliberação aprovada pelo Conselho Estadual de Educação sobre registros de diplomas, surgiram notícias de que os cursos de tecnologia não seriam mais de graduação e se transformariam em cursos pós-médios.

Isto porque, com esta definição todas as entidades de ensino superior paulistas são proibidas de emitir diplomas ou certificados relativos a cursos que tenham sido ministrados por outras instituições. Justamente o que acontece entre a UNESP e a FATEC.

Segundo o Ceeteps, foi solicitada uma análise jurídica para verificar a abrangência dessa deliberação e até que isso ocorra, todos os procedimentos relativos a diplomas permanecerão os mesmos.

Juliane Cintra

sábado, 23 de junho de 2007

Assembléia Estudantil

Data: 25/06, segunda-feira
Hora: 18h
Local: Anfiteatro "Guilhermão"
Detalhes: serão discutidos posicionamentos a serem levados para a assembléia unificada, de terça-feira.

O movimento unificado

Unificar, em uma greve, significa encontrar os pontos comuns das categorias para construir um movimento que lute pelo interesse de todos.
O movimento se unificou em Bauru desde a deliberação oficial de greve por parte dos docentes. O comando de greve e as assembléias estão sendo organizadas por integrantes das três categorias.
Ao final da última assembléia, o Greve Não É Férias conversou com um integrante de cada categoria para perguntar qual é a importância do movimento unificado para seu segmento.

Nilma Renildes da Silva, professora do departamento de Psicologia: "Aqui na Unesp hoje, nós percebemos que a categoria docente não está organizada para a continuidade deste movimento. Mesmo assim, o movimento unificado é importante, pois quanto mais segmentos em prol de uma luta, mais força ele tem.

Fábio Teixeira, estudante de engenharia elétrica: "É importante que não só os alunos, mas também professores e funcionários entendam que a greve não é uma paralisação para bagunça ou para baderna, é o momento de sentarmos e discurtirmos nossos direitos para reivindicá-los perante as autoridades".

Reinaldo Cervatti Dutra, funcionário: "Nós servidores achamos que ainda não houve muita conquista. Na questão salarial houve avanços, mas não é consenso na categoria e ainda há a questão da LDO. Defendemos a continuação da greve, pois a luta ainda tem condições de conquistar mais pontos.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Atividades dia 22/06

Atividade: Oficina de faixas
Hora: 16h
Local: Sala 54
Detalhes: oficina de faixas com mensagens solidárias aos alunos da Unesp de Araraquara, que sofreram repressão policial.

Atividade: Grupo de Discussão sobre Repressão - com professor Clodoaldo Meneguello Cardoso - CONFIRMADO
Hora: 18h
Local: Sala 54
Detalhes: O professor de Filosofia, Clodoaldo Meneguello Cardoso, do núcleo pela tolerância, comanda o grupo de discussão que vai tratar de temas ligados à repressão.

Atividade: Som na 54
Hora: 20h
Local: Sala 54
Detalhes: um som rolando e um bate-papo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Universidade lacrada

Quem está dentro sai aos poucos. Quem está fora, não entra. Esse foi o relato que recebemos, às 21h50, dos estudantes de Araraquara que estão mobilizados. Cinco carros da polícia e cerca de 15 PMs estão sitiando o campus e impedindo o trânsito de pessoas na noite desta quinta-feira.

Amanhã alguns representantes da USP e da Unicamp vão se unir com os estudantes de Araraquara para uma manifestação pacífica contra o uso da força policial e a incapacidade de negociação dos dirigentes da Unesp. Na opinião dos estudantes, a diretoria mandou a polícia cercar o campus hoje para evitar que amanhã o protesto pacífico aconteça. Não existe nenhum indicativo de ocupação.

A sociedade tem que ser despertada para o processo de criminalização dos estudantes que está sendo encabeçado pela imprensa governista. De acordo com a matéria do G1 sobre a manifestação anti-repressão dos estudantes da USP, que aconteceu hoje em São Paulo, os policiais tiveram que se defender contra os estudantes. Como se nós, estudantes, tivéssemos armas de fogo, cassetetes e gás pimenta. Tentaram inverter a situação.

Na matéria do UOL, a diretoria alega "proteção ao patrimônio público". Ora, os decretos é que deterioram o patrimônio público.

Quem são os inimigos da população? Governo ou estudantes, que são parte dessa mesma população? Iniciemos uma campanha de denúncia das ações do governo. Queremos ser ouvidos pela nossa universidade!!!