quinta-feira, 21 de junho de 2007

Universidade lacrada

Quem está dentro sai aos poucos. Quem está fora, não entra. Esse foi o relato que recebemos, às 21h50, dos estudantes de Araraquara que estão mobilizados. Cinco carros da polícia e cerca de 15 PMs estão sitiando o campus e impedindo o trânsito de pessoas na noite desta quinta-feira.

Amanhã alguns representantes da USP e da Unicamp vão se unir com os estudantes de Araraquara para uma manifestação pacífica contra o uso da força policial e a incapacidade de negociação dos dirigentes da Unesp. Na opinião dos estudantes, a diretoria mandou a polícia cercar o campus hoje para evitar que amanhã o protesto pacífico aconteça. Não existe nenhum indicativo de ocupação.

A sociedade tem que ser despertada para o processo de criminalização dos estudantes que está sendo encabeçado pela imprensa governista. De acordo com a matéria do G1 sobre a manifestação anti-repressão dos estudantes da USP, que aconteceu hoje em São Paulo, os policiais tiveram que se defender contra os estudantes. Como se nós, estudantes, tivéssemos armas de fogo, cassetetes e gás pimenta. Tentaram inverter a situação.

Na matéria do UOL, a diretoria alega "proteção ao patrimônio público". Ora, os decretos é que deterioram o patrimônio público.

Quem são os inimigos da população? Governo ou estudantes, que são parte dessa mesma população? Iniciemos uma campanha de denúncia das ações do governo. Queremos ser ouvidos pela nossa universidade!!!

6 comentários:

Comissão de Comunicação/ Imprensa disse...

Quando a Diretoria da FCL foi Ocupada, nós usamos nossas palavras, livros e cadernos.

Quando a Força Policial veio "retomar a ordem", foi usada a intimidação das armas, do spray de pimenta, do escudo preto com a inscrição "choque".

No dia de hoje, não havia invasão.
Havia sequer a possibilidade de que isso se desse, uma vez que cerca de 100 estudantes tiveram de se apresentar a Delegacia escoltada por pelo menos 2 Micro-ônibus, 16 viaturas e mais não sei quantas motos de policiais.

Simplesmente uma VERGONHA!

comunicacao disse...

O blog continua lindo!!!!
Parabéns pra todos...estou muito feliz com tudo o que está contecendo! Força pra vcs !!!
Bjo grande
Xenya

Kelli disse...

Não podemos deixar essa ação policial em araraquara passar em branco.... novas ações vergonhosas da policia com certeza vem por aí...
Isso tem que servir pra fortalecer a luta...

Turollo disse...

galera,
sei que pode ser necessário, mas não rola manter os comentários moderados.
A dinâmica do blog acabou totalmente.
Na minha opinião, libera e depois apaga as ofensas.
Valeu!

Andressa disse...

é incrível como a nossa mídia consegue transformar estudantes em monstros e policiais em soldadinhos de chumbo.

é um absurdo o que aconteceu em Araraquara. Até quando vamos viver nessa "democracia ditatorial"?

infelizmente somos uma sociedade que já nasceu "apanhando" dos capangas dos senhores da casa grande, ou seria melhor dizer, do palácio gigante.

parabéns novamente ao blog!
e que a discussão sobre a educação pública brasileira possa ter continuidade, aqui e nos vários outros blogs que surgiram!

um grande beijo
Piri

Lud R. disse...

Diante da inflexibilidade daqueles que detêm o poder (CRUESP e o pp. governo), qual será nossa posição?

Esta é uma reflexão que devemos fazer, pois estão sendo colocadas condições para que se estabeleça qualquer tipo de negociação. A relação se - então está posta da seguinte maneira pelos caros reitores: "se desocuparem... então agendaremos uma reunião"; "só quando a greve acabar... conversaremos sobre a moradia em Bauru".

Se formos coniventes com isso, retrocedendo impensadamente, estaremos reforçando esse tipo de comportamento coercitivo.

O que temos que fazer é mostrar o quanto não toleramos ameaças (punições de funcionários, sindicâncias e PMs nos Campus) através de moções de apoio aos funcionários, professores e estudantes que estao sendo cerceados, além disso, temos de nos organizar para agir de maneira organizada com relação a medidas formais e éticas para a proteção dessas pessoas. Agora, não devemos excluir a possibilidade de uma atuação mais forte, mais física, que conhecemos bem.

Somente agindo enquanto um grupo, enquanto classe, que poderemos bater de frente contra tudo o que nos oprime.

Vamos continuar defendendo nossa liberdade!