terça-feira, 12 de junho de 2007

Assembléia dos Estudantes do dia 11/06

Discussões da Assembléia dos Estudantes:

- Os estudantes não reconhecem a deliberação de saída da greve por parte da Associação, visto que eles não são sindicalizados, portanto, perante à lei, não têm poder deliberativo para discutir a retirada da greve. É consenso que a Assembléia Unificada de hoje (12/06) irá representar o real posicionamento dos docentes da Unesp de Bauru.

-Os diretores da FEB, FC e FAAC reconhecem que há uma grande possibilidade da moradia realmente ser construída, caso tenhamos o indicativo do reitor (que foi conseguido na carta que ele assinou).


Foi deliberado:

-Panfletagem na porta da Unesp no dia 13 de junho seguida de atos em defesa da greve (impedir a entrada de carros no campus, retirada das cadeiras da sala de aula);
-Realização de um grupo de discussão no mesmo dia sobre os motivos de estarmos em greve;
-O nome dos representantes de Bauru na reunião das Estaduais Paulistas, dia 16.

NÃO FOI SEQUER COGITADA A POSSIBILIDADE DE SAIRMOS DA GREVE, PORTANTO, A GREVE DE ESTUDANTES CONTINUA!

9 comentários:

Marília disse...

Se para os professores a greve acabou, para mim também...
Se as carteiras estiverem fora da sala eu coloco a minha pra dentro...
Se vcs querem q a greve continue, pode continuar ai com ela sozinhos... EU QUERO AULA!

Alberto disse...

Os professores não decidiram que a greve acabou, leia os posts abaixo. O posicionamento dos professores será decidido hoje, dia 12 de junho.
Todos queremos aula, mas aula com qualidade, com estrutura, com laboratórios. Com os decretos do Serra, a tendência é de que a universidade pública como um todo se torne cada vez mais precária. Não concordo em voltar para a aula sem que essa medidas que ferem a autonomia universitária sejam retiradas, e esse foi o posicionamento dos estudantes que estavam na assembléia de ontem.
Não se esqueçam de que a assembléia é o espaço legítimo e democrático para expressar opiniões e tirar deliberações.

Abraço

Amanda disse...

É importante lembrar, que nós não temos os mesmos interesses que os professores, e que se eles se contentam com um aumento de salário, nós que nem salários temos, estamos pedindo o mínimo que é uma moradia e um restaurante universitário!
Pensar em voltar da greve pq os profs já se conformaram é se colocar apático a situação. Depois não reclamem da universidade, pois, agora é a oportunidade que temos para tentar melhorá-la, e ir contra o movimento é só olhar para si mesmo.

Obs: tem uma professora de bio que está mandando e-mail, desde ontem, aos alunos dizendo que a aula começa quarta.

Volto amanhã para Bauru para ajudar no movimento!

Afirma disse...

mais uma vez a história se repete... alunos sendo usados como massa de manobra apenas para engrossar o caldo com os professores e funcionários... agora conseguiram seus aumentos e tão largando mão da greve...

RU e MORADIA É UMA UTOPIA!
RU e MORADIA É UMA UTOPIA!

infelizmente essa é a verdade ou como os professores consiguirão a adesão dos alunos numa próxima greve ?!

compartilho das reivindicações da greve, concordo que os decretos limitam os horizontes da universidade com relação à pesquisa e prejudica em partes a sua autonomia (pois precisa de transparencia SIM)...

agora quarta-feira voltam as aulas! e eu vou estar la para assistir aulas...

para concluir... FOMOS USADOS (mais uma vez)...

se querem vez o negocio andar tem que bolar umas ocupações aqui na unesp/bauru ae sim o negócio tem chances de funcionar... pq professores e funcionarios tao poco se fudendo pra alunos!


muito bom o blog... parabéns!

abraços

Alberto disse...

"Afirma", não creio que fomos usados nesta greve. Em primeiro lugar, os professore NÃO SAÍRAM DA GREVE. Os professores que debatem, que participam das assembléias e que estão informados sobre a situação vão realizar uma assembléia daqui a pouco e vão deliberar o posicionamento dos docentes.
Até agora os professores sindicalizados têm respeitado o movimento estudantil, tanto é que estamos juntos (professores, funcionários e estudantes) no comando de greve, órgão reconhecido pelos diretores das 3 faculdades da Unesp de Bauru como legítimo.

Com relação à moradia estudantil, já conseguimos avanços, inclusive os diretores afirmaram que há grande possibilidade de contrução da moradia.

Obrigado pelas críticas ao movimento. Você, assim como todos os estudantes da Unesp de Bauru, está convidado a participar.

Abraço

Gabriel Ruiz disse...

Acho que está difícil de o pessoal perceber que os docentes não decidiram pelo fim da greve e tampouco os estudantes. Já foi dito que ontem, durante assembléia legítima, os estudantes decidiram pela continuidade da greve.

Rafael Dias disse...

O problema da maioria das pessoas é que elas não se preocupam nem um pouco com o todo.
São extremamente egoístas e só se preocupam com elas mesmas, um exemplo claro, essa marília.
Como já foi dito, os professores não deliberaram o fim da greve, portanto parem com esse comodismo egoísta!

Lennon disse...

Este é um golpe para puxar sardinha pro lado da ADUNESP, que perdeu seus filiados aqui em Bauru.

Eu sempre achei que os alunos foram e estão sendo usados pelas outras categorias para conseguirem aumentos.

A última greve de 2004 foi assim, 3 meses brigando para no final, um aumento de 2% pros profs e td acabou.

Desta vez, com a assembléia unificada os estudantes têm mais chances.

Mas com a mídia toda comendo na mão do governador, e o movimento de Bauru estando muito apoiado no movimento da USP.

Não sei se vai sobreviver a este golpe, infelizmente.

BurcaBitela disse...

Acho q tem muito aluno que o pai banca apartamento pro filinho morar sozinho e não pensa naqueles que comem ovo a semana inteira e voltam pra casa 2 vezes ao ano por falta de dinheiro. Esses existem, sim. Eles, e não só eles, merecem moradia e RU. Assim como todos queremos voltar às aulas, mas com qualidade. Aceitar o fim da greve por 3,37% de aumento salarial é inaceitável. É chateante ver um movimento perdendo forças por interesses individuais de uma classe, sem resolver nenhuma das reinvidicações dos estudantes.
É direito de quem deseja voltar às aulas, ter aulas. Mas creio que devemos mudar um pouco esse pensamento egoísta de "eu quero meu salário e pronto" ou "eu quero meu diplominha e pronto". Pense no ensino dos seus filhos agora, antes que eles estudem numa faculdade pública igual ao ensino médio público.

Abraão Corazza