sábado, 2 de junho de 2007

Nós temos o direito

"Por que esses estudante estão reclamando? Eles estudam de graça e ainda querem reclamar? Que absurdo!" Foi essa a frase dita por um comentarista de uma rádio bauruense quando o assunto foi a greve na Unesp da cidade.

Quer dizer que se é de graça, não se pode reclamar? O que temos que fazer então? Esperar que a universidade pública, que ainda mantém uma alta qualidade de ensino apesar de sofrer vários ataques nos últimos anos, perca totalmente sua excelência em ensino, pesquisa e extensão, seja privatizada, passe a cobrar mensalidade para que tenhamos o direito de protestar?

Quando lutamos pela universidade pública, lutamos pelo ensino como um todo. Não queremos deixar acontecer o que ocorreu com o ensino básico. Queremos expansão de vagas com responsabilidade, incentivo à extensão universitária, investimentos não apenas em pesquisas de cunho operacional, entre outros fatores.

Os decretos de Serra são um passo atrás com relação a esses ideais. Portanto, sim, nós temos o direito de protestar, mesmo estudando de graça!

7 comentários:

Lennon disse...

Não é de graça! Brasileiro não tem o costume de cobrar o retorno dos impostos. E pagamos impostos demais.

Talvez seja por isto que haja tanta corrupção. Acabmos não esperando nada do Governo, eles percebem isto e desviam verbas.

Eu não estudo de graça. Meu estudo é custeado pelo Governo. Até agora, pelo menos.

Vanessa disse...

Então ele que não reclame se for a um hospital público e receber um péssimo atendimento de um médico medíocre!
Afinal, o hospital público é de graça, além de ter esse serviço gratuitamente ainda querem reclamar? Como assim?
E eles que tbm não reclamem que a educação básica é ruim... afinal todas essas crianças estudam de graça e eles ainda querem que elas saibam ler?

Ernesto Sandino disse...

VIVA A PERALTICE
Nós OCUPAÇÔES robustas e bem nutridas de idéias somos acusados porque levamos tapa na cara e reagimos.

Nós “crianças peraltas”, segundo definição da mídia de ultra-direita e golpista, sinônima de “Veja”, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, e outras tantas mídias de desinformação da qual Bauru não está liberta, estações de rádio e canais de televisão, estamos em luta pela DEFESA DO PÚBLICO e CONTRA O DESVIO DE VERBA PÙBLICA PARA O FINANCIAMENTO DO PRIVADO gostaríamos muito de ver nossos pais, avós e pessoas adultas integrando este movimento, até porque parece incomum que todo movimento de defesa do bem-estar social e direitos naturais neste país só são sempre defendidos em sua maioria por “crianças peraltas”.

Um exemplo porque eu não me contento, sou de São Paulo e aqui é assim:

Aumentou a passagem de ônibus em São Paulo?
Aumentou!!!
A maioria do usuários acha legítimo o assalto?
Se eles pagam, sim!!!
Quem vai as Ruas???
Crianças peraltas que pagam meia!!!!!!!

VIVA A PERALTICE...porque só ela é revolucionária!!!!!!! E agradecimentos à Veja por contribuir com o nosso vocabulário subversivo e tornar claro coisas que não chegamos a cogitar a possibilidade!!!

Viva Lennon e Van
Irmãozada
Finalmente somos movimento estudantil
Força!!!

AEK

Gustavo disse...

Desde quando o ensino é "de graça"? O comentário foi extremamente infeliz, aliás não podemos esperar muita coisa da mídia...

Greve não é férias disse...

Desculpe se não fomos claros, mas quando dissemos "de graça", é no sentido de que não pagamos mensalidade. Assim como em hospitais públicos o atendimento é gratuito. Na verdade, pagamos impostos e nada disso é de graça, mesmo assim é hábito dizer que as universidades públicas são gratuitas. Foi nesse sentido que o texto foi construído.

Carol F. disse...

E o pior que ouço tanto isso! "Reclamando do que é de graça".
Parabéns pelo blogue pessoal!

Gabriel Ruiz disse...

Eu quero nomes! quem foi ?