terça-feira, 12 de junho de 2007

Assembléia Unificada de Servidores, Estudantes e Docentes

Hoje, dia 12 de junho, ocorreu a Assembléia Unificada de Servidores, Estudantes e Docentes. Como o blog Greve Não é Ferias já informou, é a Assembléia Unificada que tem o poder de decidir o posicionamento dos docentes, já que ela foi chamada pelo sindicato da categoria e delibera seus posicionamentos legalmente (ao contrário do que ocorre com o Associação dos Docentes, que fez um reunião ontem).

Na assembléia, que estava lotada, foi deliberado(a):

-A MANUTENÇÃO DA GREVE, em acordo com o indicativo do Fórum da Seis;

-Uma solicitação para que os diretores avisem aos estudantes que continuamos em greve e que os e-mails enviados por departamentos e professores dizendo que as aulas voltariam na quarta-feira, dia 13, NÃO TÊM VALIDADE;

-A elaboração de uma carta de REPÚDIO às deliberações feitas na reunião da Associação dos Docentes;

-Que a próxima Assembléia Unificada vai ocorrer na próxima terça-feira, dia 19 de junho, às 14h;

-A criação de um Fórum de Discussão sobre a Legislação relacionada à previdência e ao aumento salarial de professores e funcionários;

-Um indicativo ao Fórum das Seis de aumento de 100 reais fixos nos salários de professores e funcionários, sem a perda da mobilização.


Greve!
Os professores, os funcionários e os estudantes CONTINUAM EM GREVE! A Assembléia Unificada, que é legítima e reconhecida pelos diretores das três faculdades da Unesp de Bauru como único órgão representativo da vontade das três categorias, votou pela manutenção da greve. Portanto, os e-mails que alguns professores enviaram a seus alunos com a informação de que haverá aula na quarta-feira, dia 13 de junho, NÃO TÊM VALIDADE.

AMANHÃ NÃO HAVERÁ AULA! CONTINUAMOS EM GREVE!

72 comentários:

J.Silva disse...

Podia postar algumas fotos no blog, inclusive de assembléias, GDs etc

Silas disse...

o vídeo que foi passado na assembleia esta no youtube? se nao vcs podiam colocar!

Juliane disse...

Nossa galera a força do nosso movimento está incrível!!!!E o mais importante e que deve ser reconhecido por todos...é que foram os estudantes mobilizados que conseguiram consolidar as ações e tiveram condições de lutar pela manutenção do estado de greve, que é a única maneira de alcançar as nossas bandeiras históricas!!!Meu sentimento é de plena satisfação e orgulho!!!!Sinto a minha ausência esta semana amigos...vou me recuperar, tenho certeza que o pneumotórax vai ajudar!!!hahahaha...valeu galera!!!Chego aí pra ajudar no que for necessário a partir de quinta-feira!!!!me desculpem e continuem na luta...se precisarem de algo estarei por aqui...sempre antenada nas ações de Bauru!!!Parabéns!!!!

Gabriel Ruiz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriel Ruiz disse...

Isso que eu chamo de jornalismo on - line. Infos relâmpagos!
Obg pelas informações. Assim sendo, as decisões tomadas na assembléia estudantil de ontem (11/6), postadas aqui, como a retirada das carteiras e fechamento dos portões para carros, ainda ocorrerá?

ps. o Bulhões é um pelego.

Vanessa Russell disse...

É real!!! Concordo com o Gabriel!!!! A comissão de comunicação está de parabéns!!!
Notícias direto do fronte!! hahahah
Vcs sabem dizer de qto foi a votação?!?!
Valeu pessoal!!!!

Beijos!!!

Lennon disse...

Ah.. mas eu acho que não deviam apagar os comentários contrários.
Deixem todos que todos se expressem! Seja por fakes ou não.

Até.

Ana Carolina disse...

Concordando com o pessoal que já comentou: parabéns pelo blog. Muito eficiente! =)
Mas juntando ao email que a diretoria mandou, não entendi se a próxima reunião SÓ ocorrerá no dia 19. Os professores estarão presentes nela?
Valeeu ;)

Greve Não É Férias disse...

Lennon,
Os comentários que estão sendo removidos, são removidos pelos próprios autores (confiram isso no espaço do comentário). Apesar de opiniões divergentes, nós mantemos todos os posicionamentos publicados.

Vanessa,
O resultado preciso eu não tenho, mas posso garantir que foi por ampla maioria de votos.

Ana Carolina,
A proxima Assembléia Unificada ocorre no dia 19 de junho e sim, contará com a presença de professores (além de estudantes e funcionários).

Contra A disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Contra A disse...

A "força do movimento" de vocês está incrível?

Poderiam participar a nós, alunos de fora, que não participam destas manifestações que eu, pessoalmente, julgo de cunho sofista e arbitrária, QUANTOS alunos haviam nesta dita "assembléia", em uma porcentagem estimada?

Certos "movimentos estudantis", se aproveitam do fato de que, quem não quer "lutar pelos seus direitos", NÃO COMPARECE na assembléia. A maioria absoluta dos alunos não pensa como vocês, e, se aproveitando de "brechas jurídicas" como "tal coisa não tem validade reconhecida", ou "tal coisa está desfiliada de tal coisa", mantém um protesto, a meu ver, descabido em sua essência.

Ao contrário do que leio aqui, não é prejudicando todo o andamento dos estudos de pessoas que não têm nada a ver com isso que se conquista as "bandeiras históricas".

Vocês sabem que não estarão todos os estudantes presentes. Estão tirando vantagem disso. Eis a questão, pros "politizados" de plantão:

ALUNO NÃO TEM vínculo empregatício, logo, NÃO TEM DIREITO DE ENTRAR EM GREVE. Como vocês reivindicam tanto a "ilegalidade das decisões tomadas", se o "movimento" de vocês nem está de acordo com a lei?

A greve dos docentes? Ok.
A dos funcionários? Ok.
A dos alunos? NÃO EXISTE. Não perante a lei.

PONTO 2 (o que eu considero mais importante):

LIBERDADE DE IR E VIR, meus caros. Se eu quiser ir até a UNESP, entrar com meu carro lá dentro, e ter minha aula, e algum aluno fazendo greve ilegal me impedir, tenho todo direito de chamar a polícia.

Esta parte já devia estar esclarecida, já que isso é direito básico do cidadão, na declaração universal dos direitos humanos.

Segundo, entrando em um prédio público retirando carteiras dos seus lugares e colocando-as pra fora, MESMO QUE VOCÊS tenham o tal "direito de greve", coisa que não existe, é claramente caracterizado abuso. Mais informações na lei c9/7783 da constituição federal.

O direito de manifestação, de expressão de sua opinião, é garantido pela lei, e é ótimo que façam isso. Agora, desrespeito as leis do país aonde vivem, com o único intuito de protestar por coisas que poderiam ser conseguidas por outros modos, de maneira inconstitucional e arbitrária, que funciona a base de ameaça, perturbação da ordem pública, coação e incitação a desordem? Isso é crime, meus caros.

Gostem vocês ou não, o sistema é esse. Estudem, se formem, passem num concurso público, e façam greve. Como alunos, o máximo que podem fazer é não ir na aula. E sugiro que não tentem agir contra a lei arrancando cadeiras de dentro das salas, e impedindo o trânsito, porque isso é crime.

Vocês podem invadir uma reitoria e fazer festa junina e, ai, quem sabe, o Tom Zé vai lá cantar pra vocês.

Eu quero ter aula. E vocês, querem o que ?

gazaga disse...

perfeito suas ideias ......perfeito.......sem nada a por mais....e voces seu baderneiros o que voces irao responder pra esse cara??????vagabundos........facam greve e quem quer ter aula que tenha....vagabundos, porcos , imundos!!!!

Vanessa Russell disse...

Respondendo ao comentário do Contra a ...
O que nós queremos?!
Queremos um ensino público e de qualidade, inclusive para vc, que não sei que curso faz e não posso dizer se possui o nível desejado ou não...
Eu não sei se vc sabe, mas tem cursos na Unesp que não tem o mínimo de recursos, vide o laboratório de biologia que não existe...
Ou seja, como vc queremos ter aula, mas aula de qualidade!
É só isso!!!

papagaio disse...

Olá a tds.
Respeito o movimento, mas tenho uma dúvida: pq qdo os professores fizeram assembléia e decidiram por entrar em greve, não foi necessária uma "Assembléia Unificada", já qdo eles decidem por voltar, vcs dizem que é inconstitucional e querem repudiar tal ato??? Será que isto já não está virando uma "queda de braço" entre os integrantes que apoiam e os que não apoiam a filiação com Adunesp Central???
Aguardo resposta.
Abraço.

Turollo disse...

Amigão ae de cima,
te dou meu nome inteiro, meu RG e CPF pra que você me processe.
Não. Vou com você até a delegacia. Topa?
Então me manda um email

Abração

Turollo disse...

Oi Papagaio,

a Assembléia dos Professores poderia até não ser unificada, mas ela precisava ser, necessariamente, ligado ao sindicato que representa a categoria.
Por isso a assembléia da Adunesp local, desfiliada e desmobilizante, não tem validade.
O fato de ser unificada ou não não interfere em nada.

Quanto às perguntas dos estudantes com relação a números da Assembléia:
186 estudantes assinaram a lista. Não tenho os dados dos professores e funcionários.
Dentre todos os votos, apenas 11 pessoas se mostraram contrárias à greve.

Muitas das pessoas que não estavam esclarecidas sobre as questões, apoiaram o movimento por entender o caráter das reivindicações.

Espero ter ajudado, papagaio.

Abração galera

papagaio disse...

Olá Turollo,
Tá ok, entendi agora, mas com relação a qtde de alunos na assembléia, no campus de Bauru, existem cerca de 4000 alunos, e vc citou que apenas 186 foram na assembléia de hj. Com este número de alunos não é correto que seja tomada qualquer decisão sobre a greve (relacionada a nossa categoria: aluno). É fato que a grande maioria dos alunos que estão acompanhando a greve aqui em bauru, são favoráveis ao movimento e votam nessas assembléias a favor da sua continuidade.
Acredito que a melhor alternativa seria o fim da greve, com manifestações ORGANIZADAS e UNIFICADAS (usp, unesp e unicamp, td ao mesmo tempo), em rodovias e nos centros das cidades.
abraço.

Verônica disse...

Primeiramente gostaria de ressaltar a qualidade do video produzido pelo pessoal do movimento 'greve não é ferias'. Um video excelente, boa ideia colocar no youtube!
Também queria dizer ao "contra a" (qual será o motivo do anonimato?covardia? ah, gente, acho que seria estereotipar demais os reacionários..há!) que ele deveria ler mais sobre o direito histórico de greve estudantil. Leia mais meu querido...temos muitos exemplos.
Deixo claro que não quero brigar,nem desmoralizar ninguem, mas como estou me formando em jornalismo, prezo pela informação verdadeira e completa (ou seja, não falemos besteira se não tivermos bagagem para a contextualização satisfatória sobre um fato).
O que vi hoje na assembléia foi um movimento fortalecido e muito seguro de suas reivindicações. Como nunca tinha visto na Unesp Bauru (entrei em 2004). Seria burrice recuar num momento tão importante da negociação.
E como disse um funcionário na assembleia, não precisamos fazer nada escondidos. Nem por meio de assembleias não legitimas nem por pseudonimos...

E só para provocar: meu querido(a) "contra a": se vc entendesse um terço do que o Tom Zé diz, vc não falaria tanta besteira. É por causa de pessoas da sua 'laia' que ele diz que "em vários sabores/ a burrice está na mesa...refinada, poliglota".
Pra finalizar, ofereço a todos os que não entendem que Universidade Pública é essencialmente política (e quem não quiser que vá pagar seu ensino tecnicista e apolitico), versinhos do Tom Zé:
"Meta sua moral/ regras e regulamentos/ escritórios e gravatas/ sua sessão solene
Pegue, junte tudo/ passe vaselina/ enfie, soque, meta/ no tanque de gasolina". E é só!

Gabriel Ruiz disse...

Como assim não podemos fazer greve?
Até a polícia vai entrar no meio então, agora?

E mais, do que adianta parar por uma ou duas semanas? Seria melhor então, continuar do jeito que estava.

O que ocorre em bauru é que o pessoal está frequentando as assembléias e demais discussões ou está tentando entender o que se passa, e o porquê deste movimento todo (não apenas no estado de SP, mas também em Federais). E por isso estão sendo tão favoráveis a greve, pois entenderam o abuso que vem sendo feito numa política construída há 16 anos no Estado.

E se tem tanta gente assim afim de ter aula, mobilizem-se, votem contra, discutam com os que são a favor. Pois, numa democracia, por mais tímida que seja, quem se cala é poque não tem voz.

PS. a minha pergunta anterior não foi respondida!

BurcaBitela disse...

Acho q tem muito aluno que o pai banca apartamento pro filinho morar sozinho e não pensa naqueles que comem ovo a semana inteira e voltam pra casa 2 vezes ao ano por falta de dinheiro. Esses existem, sim. Eles, e não só eles, merecem moradia e RU. Assim como todos queremos voltar às aulas, mas com qualidade. Aceitar o fim da greve por 3,37% de aumento salarial é inaceitável. É chateante ver um movimento perdendo forças por interesses individuais de uma classe, sem resolver nenhuma das reinvidicações dos estudantes.
É direito de quem deseja voltar às aulas, ter aulas. Mas creio que devemos mudar um pouco esse pensamento egoísta de "eu quero meu salário e pronto" ou "eu quero meu diplominha e pronto". Pense no ensino dos seus filhos agora, antes que eles estudem numa faculdade pública igual ao ensino médio público.

Abraãoo Corazza

Bruno Pastor disse...

Olá pessoal!

Parabenizo e entusiasmo a todos. Todos nós galera. Todos o cursos. Todos as faculdades. Todas as universidades. É isso mesmo, povo! Foi-se o tempo da escravidão. Foi-se o tempo das trevas, da submissão. Foi-se!

O que nós estamos fazendo de errado, heim? Isso que eu queria perguntar pro governados Serra e pro Coronel Marrey... Nós estamos errados em querer moradia? Nós estamos errados em querer comer descentemente? Nós estamos errados em querer laboratório? Nós estamos errados em querer autonomia pra pensar? Nós estamos errados em querer estudar, caramba!

Agora, vem um mídia desinformado (e isso é o que não falta). Aquele jornalista que se esqueçe o outro lado do fato, não investiga a informação. O que ele quer é seguir à risca o lead. Só. E publica: 'universitários são baderneiros e estão ferindo a democracia'.

Ah é? Não me diga! Então mostre-me onde estamos ferindo a democracia.
Por acaso houve homicídios? Por acaso houve roubos? Por acaso houve degradação de patrimônio publico? Não. É claro que não.
Em que estamos errados Serra? Em que estamos errados Cel. Marrey?
Ah... façam-me o favor, não é?

Eu quero mesmo é encorajarnos, caros. Não desistamos das metas custosamente traçadas. Essa greve pode ser decisiva para que conseguirmos as conquistas, historicamente reivindicadas por nossos colegas que por essas universidades já passaram. Temos um compromisso a ser cumprido: com eles, com a sociedade e conosco mesmos.

Força a Todos!

Bruno Eloy Pastor, 3º ano jornalismo noturno.

Contra A disse...

Vanessa:

Também gostaria de um ensino público de qualidade. Quem não gostaria?
Porém, agir contra a lei, IMPONDO que alguém que não concorde com as idéias de vocês não entrem na aula através da força ? Existem pessoas que não concordam com as idéias do "movimento", sabia? E a opinião delas vale tanto quanto a sua, a do líder da greve dos estudantes...

A "greve dos estudantes" só poupa recursos do estado, que não precisa arcar com os recursos necessários que um aluno gasta na universidade.
Façam greve eterna, que ninguém vai ouvir vocês deste jeito, esta é a minha opinião.

A "força" do movimento de vocês, pelo que se vê, está na coação e na ameaça.

Não penso que vocês querem ter aula, eu penso que vocês querem é uma ideologia, como dizia cazuza. Custe o que custar.

Contra A disse...

Papagaio:

Isso não é uma queda de braço. É uma tática de guerrilha usada pelos partidos de esquerda nanicos, que, já que não ganham eleição para colocar suas idéias em prática, usam os estudantes, no auge de seu "ímpeto revolucionário", para fazer barulho e servir aos interesses do jogo político.

Dou um doce se a maioria que participa da cabeça do movimento não for filiada ao PSOL, ao PSTU, ou a órfã "ala da esquerda" do PT.

Não penso que estas pessoas querem aula... elas querem a baderna, querem atenção.

Aviso a estes: GANHEM as eleições, na base da democracia. Não se prestem a juntar 200 pessoas, tentando usar de brechas na lei para representar 4000.

Contra A disse...

Turollo:

Encoste a mão em mim, fique na frente do meu carro, ou retire algo de dentro de minha sala, que faço questão que me ceda seus dados, porque é sair da UNESP e irmos pra delegacia.

Criminoso não deve sair impune de seus atos sujos.

Contra A disse...

Por isso a assembléia da Adunesp local, desfiliada e desmobilizante, não tem validade.

E GREVE DE ALUNO tem?

Não é um direito previsto, é ilegal.
Que moral vocês tem pra taxar algo de "inválido", fazendo movimentos ilegais, e pregando a desobediência civil e a arruaça ?

E isso não é um pré-julgamento. Está escrito em seu blog, claramente, que vão impedir carros e arrancar carteiras.

Contra A disse...

Verônica:

O motivo do anonimato é simples:

Pessoas que têm coragem de dizer publicamente que fazem o que vocês pretendem fazer, ou seja, desobedecer a lei, podem ser capazes de fazer coisas piores. Ou não. Não julgo ninguém. Porém, sou precavido.

Eu devo ler sobre "direto histórico" ?

Leia a constituição federal, Verônica. A carta Magna do país onde você vive. Lá diz claramente que vocês não podem fazer o que estão fazendo.

Querem fazer greve de alunos?
Ótimo. Criem um partido político (ou continuem no PSTU), GANHEM as eleições, e convoquem uma assembléia constituinte, e mudem a lei.

Sem isso, estão na ilegalidade, e não há licença poética de direito histórico alguma que vai dar credibilidade ao seu "movimento".

Ou vai dizer que as leis não servem pra nada também? Não importa contexto, não importa se têm razão ou não em suas reivindicações, É CONTRA A LEI.
A maioria de 186 lá decidiu pela "greve"? A maioria dos 170.000.000 de brasileiros elegeram os governantes que criaram esta lei.

E eu rio (bastante) da balela comunista de que universidade pública é política. E mesmo que fosse, são 200 pessoas, tentando representar, a revelia, 4000...

Não sou massa de manobra, só isso.
Nem reacionário, nem membro do DEM, como devem imaginar. Só tento ver todos os lados da questão, e não gosto de agir com o modo xiita que esquerdistas fanáticos agem.

Certo ou não, ninguém pode se opor a lei.

Contra A disse...

E se tem tanta gente assim afim de ter aula, mobilizem-se, votem contra, discutam com os que são a favor. Pois, numa democracia, por mais tímida que seja, quem se cala é poque não tem voz.

Seja realista, companheiro.
Quantas pessoas que estudam na unesp, moram em bauru?

Destas pessoas, quantas fazem das tripas, coração, para estudar, olhando pelo lado financeiro mesmo?

Quantas destas poderiam se dar ao luxo de ficar em Bauru, gastando condução, aluguel, por meses, só para protestar de uma maneira inóqua e radical, sendo que poderiam fazer isso de outras maneiras ?

E acima de tudo, pra que votar contra uma greve de alunos que sequer está prevista na lei, que não existe segundo os parãmetros legais? A greve é inválida. Sempre foi.

E vocês sabem que não há "tão favoráveis a greve". Há umas 30 pessoas esquerdistas se aproveitando da passividade do colega, para tentar causar tumulto, e o resto de pessoas passivas e influenciáveis o suficiente para aceitarem o que estes 30 dizem.

Querem legitimidade? Mesmo na ilegalidade? Beleza. Arrumem quórum pras suas assembléias. Se um dia conseguirem metade mais um de alunos em uma, eu apóio a "greve dos estudantes".

Contra A disse...

BurcaBitela:

Não sei os "alunos" a que se refere, mas eu trabalho, custeio meus estudos e custeio minha família desde que entrei na faculdade.

Eu não como ovo a semana inteira, nem volto apenas duas vezes para casa, mas porque trabalho para poder comer carne, e poder voltar mais vezes.

PORÉM, conheço MUITOS colegas de faculdade que comem ovo, e que nem voltam pra casa, só no natal.

E aproveito para perguntar:

Vocês querem um condomínio fechado para Moradia Universitária, com quantos lotes?
Porque, coloco ai, de 500-1500 alunos, só na UNESP BAURU, que necessitam da moradia.

É bom protestar, não? Quero ver vocês de orçamento universitário na mão, e remanejando a verba para construir o tal alojamento para tantas pessoas.

Você é professor? Como pode julgar inaceitável sair da greve pelo aumento que os professores ganharam?
É inaceitável porque agora, a força do movimento acaba. Professor pode fazer greve, aluno não.

Mas, você está 100% certo de dizer que "quem quer voltar as aulas, que volte as aulas". Nunca pensaria em tirar o direto de protestar de vocês, porém, que vocês não pensem em tirar o meu inalienável direito de ir e vir.

E, pessoalmente, não é nem nunca foi uma questão de "quero meu diplominha e pronto". Do mesmo jeito que eu poderia dizer que a de vocês seria "quero protestar e pronto".

Contra A disse...

Nós estamos errados em querer moradia?
Não.

Nós estamos errados em querer comer descentemente?
Não. Exceto pelo "descentemente", grafado de maneira errada. Jornalistas podem escrever assim?
De fato, você tem razão para protestar...

Nós estamos errados em querer laboratório?
Não.

Nós estamos errados em querer autonomia pra pensar?
Não.

Vocês estão errados em fazer greve pra querer isso?
SIM. De acordo com a lei.

Vocês estão errados em arrancar carteiras de dentro da sala e jogar lá fora?
SIM.

Vocês estão errados em ficar na frente dos carros?
SIM.

Eu pessoalmente os julgo baderneiros, mas esta é uma opinião pessoal. Assim como me julgam reacionário.

Agora, ferindo a democracia? Fiquem fazendo piquete ou atrapalhando o direito de ir e vir, que sim, vocês estarão ferindo-a.

Ah é? Não me diga! Então mostre-me onde estamos ferindo a democracia.Por acaso houve homicídios? Por acaso houve roubos? Por acaso houve degradação de patrimônio publico? Não. É claro que não.

Hehe...
Ferir a democracia só funciona pra casos de homicídio, roubo e degradação do patrimônio público?

Poderia citar a degradação evidente do prédio da reitoria da USP, mas nem vou. E poderia antever que muita coisa irá sumir de lá de dentro, mas também não vou.

Porém, posso dizer que sua explicação é simplista. Há MUITAS outras formas de se ferir a democracia.

Eduardo disse...

Sr. Contra, desculpa, mas os decretos intituídos também não são leis? Acho que estamos nessa desde o começo ao querer mudar as coisas e as leis. Mas somos côncios dos limites, eu não vou bater em ninguém, nem impedir de ir para sala de aula, nem é minha natureza fazer isso. O máximo que posso fazer aqui é apresentar minhas opiniões e ser favorável as opiniões do movimento organizado dos alunos (longe de ser guerrilha). Você também pode dar sua opinião, como está fazendo, mas é um caso isolado (muitos estão discordando), por isso está usando de um discurso nervoso.
Tem coisas que não dependem da vontade de uma única pessoa e sim de um grupo, como é o caso da universidade. Mesmo que você queira ter aula, não será possível porque depende da classe cheia, do professor, da faculdade funcionando adequadamente, e isso não é possível no momento, porque a maioria está em luta por melhorias. Tente se informar e entender, essas melhorias (e muitas outras) são necessárias. A imposição dos decretos está dentro da lei e estabelecida por um representante eleito, mas está longe de ser correta (o que é uma característica da democracia, pois ela não é perfeita).
Boto a maior fé, que mesmo não incluindo todos os alunos, os atuantes estão fazendo um bom trabalho, e independente dos seus desejos particulares (partidários ou não) representam a minha vontade também.
Também lamento não estar tendo aula, mas o quão longe os políticos e a sociedade vai aceitar essa situação? O que estamos fazendo é incomodante sim e quero acreditar que vamos chegar num acordo que teremos a TRANSPARÊNCIA desejada pelos dirigentes políticos e sociedade e AUTONOMIA necessária para uma univerdade de qualidade internacional.
É isso, um abraço, Eduardo Almeida.

Julia disse...

Pelo amor de Deus, EU QUERO ME FORMAR LOGO!!!!!!!

Turollo disse...

Contra a,
1.hoje não houve nenhuma agressão. Pode começar a ficar triste por isso. Conseguimos conversar com a maioria das pessoas, de estudante pra estudante, como deve ser no espaço universitário. Tenho que confessar que às vezes o lado humano da gente age em decorrência do cansaço e a gente se torna emotivo, irritado. A gente eu digo todos os estudantes de todas as posíções. Mas não houve nenhum crime.
2. no movimento Greve Não É Férias da Unesp de Bauru, apenas 2 participantes são filiados a partidos, e eles têm atuado com coerência e respeito à maioria.
Agora eu quero meu doce. E, por favor, um de qualidade, daqueles que fazem bem a cabeça. E por falar em cabeça, não conheço nenhum cabeça do movimento em Bauru. Conheço um coletivo.

Contra A disse...

Sr. Contra, desculpa, mas os decretos intituídos também não são leis?
Senhor eduardo, há algum decreto que preveja legalidade na greve dos alunos?

Mas somos côncios dos limites, eu não vou bater em ninguém, nem impedir de ir para sala de aula, nem é minha natureza fazer isso.

Você estava na assembléia no dia em que foi deliberado isso ?

Foi deliberado:
Panfletagem na porta da Unesp no dia 13 de junho seguida de atos em defesa da greve (impedir a entrada de carros no campus, retirada das cadeiras da sala de aula);
(Texto copiado integralmente deste mesmo blog).

Você deve ter sido voto vencido, suponho.

Você também pode dar sua opinião, como está fazendo, mas é um caso isolado (muitos estão discordando), por isso está usando de um discurso nervoso.

Não sou, em hipótese alguma, um "caso isolado". Seria um caso isolado no meio dos 186 que querem representar 4000 (menos de 5% dos alunos). Óbvio, os maiores frequentadores deste blog.

Juntem os 4000 alunos da unesp (caso isso fosse possível), e façam a mesma pergunta. Garanto que vão se surpreender com a "aceitação do movimento".

Tenham consciência que vocês estão tentando ser os "186 de esparta".

Mesmo que você queira ter aula, não será possível porque depende da classe cheia, do professor, da faculdade funcionando adequadamente, e isso não é possível no momento, porque a maioria está em luta por melhorias.

A maioria só não está estudando porque não tem certeza da situação atual, já que há uma política de desinformação. Aguarde todos os alunos saberem que a greve dos professores acabou.

A imposição dos decretos está dentro da lei e estabelecida por um representante eleito, mas está longe de ser correta (o que é uma característica da democracia, pois ela não é perfeita).
Justamente. Democracia. Vivemos em uma. Correta ou não, os decretos estão completamente dentro da lei.
O QUE não impede vocês de protestar. Em hipótese alguma.
Não fazendo piquete nem estimulando a desordem e a baderna, como citei o blog neste mesmo texto.

Boto a maior fé, que mesmo não incluindo todos os alunos, os atuantes estão fazendo um bom trabalho, e independente dos seus desejos particulares (partidários ou não) representam a minha vontade também.

Então, esclareça a contradição. É contra sua natureza impedir a entrada de alunos na sala de aula, mas apóia que o "movimento" impeça os alunos de entrarem na UNESP?

que estamos fazendo é incomodante sim e quero acreditar que vamos chegar num acordo que teremos a TRANSPARÊNCIA desejada pelos dirigentes políticos e sociedade e AUTONOMIA necessária para uma univerdade de qualidade internacional.
Além de incomodante, é inválido do ponto de vista jurídico.

A gente eu digo todos os estudantes de todas as posíções. Mas não houve nenhum crime.
Turollo:
Hoje é dia 13, dia do impedimento a entrada e retirada de carteiras da faculdade. Vão mesmo cometer este crime?

no movimento Greve Não É Férias da Unesp de Bauru, apenas 2 participantes são filiados a partidos, e eles têm atuado com coerência e respeito à maioria.
Os 136 alunos são pertencentes ao movimento? Então, os dois são os cabeças.

Glauco disse...

A todos os alunos, que postaram alguma mensagem neste blog:
trago em minha humilde história passagens de lutas contra os abusos da ditadura, durante a década de 70. Ao ler textos como o de Verônica, chego a ficar com os olhos mareados. Não há o que pague uma juventude universitária consciente e cheia de ânimo para lutar pelo ensino público e gratuito de qualidade.
Aos jovens burgueses, contrários às lutas e conquistas democráticas, deixo meu pesar, apesar de respeitar o direito que têm às suas opiniões. Apenas, não esqueçam, que até mesmo, o direito de expressar suas opiniões reacionárias, foi conseguido graças a muitos estudantes e professores, que nem presentes estão, massacrados que foram pela força opressora da ditadura.

Aos queridos "bons brigadores", fãs de Tom Zé, Chico, Caetano e outras cabeças geniais, meus sinceros parabéns e minha postura solidária.

J.Silva disse...

Apesar de discordar totalmente do posicionamento e visão de mundo do "contra a", acho extremamente louvável sua postura de argumentar de forma equilibrada e coerente uma opinião contrária.

Sem zoeira, sugiro que voce se organize em um grupo (só pra não dar a cara a bater sozinho) e participe dos Grupos de Discussões e Assembléias, expondo seu ponto de vista.

Acho que ia ser um puta debate construtivo, já que, mais uma vez, voce demonstrou ter sobriedade e coerencia na sua argumentação. O que falta pros estudantes que se posicionam contrariamente aos rumos do Movimento Estudantil é ter voz.

Espero que siga minha sugestão pra melhorar esse quadro, sem zoeira mesmo.

Eduardo disse...

Sr. Contra, também não estou de zoeira, o senhor pode apresentar-nos boas alternativas aos atos planejados pelos estudantes?

Minhas contra-respostas:
-> A deliberação citada não fere meu posicionamento, se alguém quiser entrar que entre a pé e se quiser carteira que coloque de volta.
-> OK, minoria.
-> A participação é aberta, ninguém está querendo ser nada.
-> Ainda bem que temos o Blog pelo menos para dizer o que acontece.
-> Explique melhor política de desinformação.
-> "Contra a" o que exatamente? Também prezo pelo bem estar dos meus colegas estudantes e não quero ninguém machucado.

Lennon disse...

Muito me admira o povo que é contra a greve e fica jogando a culpa da greve nos "jornal" da vida.
Cadê os que são contra a greve? Foram todos embora! Não sobrou nenhum em Bauru. Alguns mais coerentes só se manifestam por aqui.

Dizem que a maioria da FEB (alunos) é contra o movimento. Cadê os alunos da FEB?

Para todos que vêm me falar contra a greve eu indico o dia e a hora da próxima assembléia.

Contra A disse...

Ao texto do senhor Glauco:

Só deixo uma constatação: A ditadura acabou. Nós elegemos José Serra. Ninguém amarrou-nos e nos obrigou a votar. Creio que tempos de ditadura, aonde o governo era compulsório, não levava em conta as leis, acho justificável partir-se para uma abordagem diferente. Porém, os tempos mudaram.

Eu fiz minha parte nas últimas eleições, votei no Plínio. A maioria não quis assim. Venceu Serra.

Isso não significa que eu deva aceitar, nem ninguém deve, tudo que o Serra faz. Mas, protestar dentro da lei me parece ser o único caminho sensato e viável, o único caminho por qual eu gostaria de seguir.

Contra A disse...

Sobre a idéia de organizar um movimento e frequentar assembléias, é algo a se pensar.

Contra A disse...

Sr. Contra, também não estou de zoeira, o senhor pode apresentar-nos boas alternativas aos atos planejados pelos estudantes?

Apenas uma. NÃO OS COMETAM.
Se o movimento de vocês é tão forte quanto vocês apregoam, eles não serão necessários. Não haverá ninguém na UNESP enquanto durar a "greve dos alunos", já que ela é um movimento coeso e abrangente, como o pessoal aqui do blog insiste em afirmar.

Pra que barrar carros, se não haverão carros?

Para que retirar carteiras, se não haverão pessoas que as usem?

Partindo pras "vias de fato", agindo contra a lei, vocês estarão compartilhando do mesmo modelo da ditadura, o "ame-o, ou deixe-o".
Ou participe do nosso movimento, ou nós os impedimos de entrar na faculdade.

Que tipo de postura é essa?
Que tipo de pessoa sensata, acha que é válido obrigar forçar as pessoas a fazer o que não querem?

Se o "movimento" possuir a credibilidade apregoada, tais atos arbitrários não serão necessários jamais.

Se forem necessários, penso que o "movimento" só passa de uma minoria
que tenta impor sua vontade através da força.

Contra A disse...

A deliberação citada não fere meu posicionamento, se alguém quiser entrar que entre a pé e se quiser carteira que coloque de volta.

Pensamentos como estes só me fazem temer a barbárie. Depois reclamam e citam como injustificado meu anonimato.

Se eu quiser passar com o carro em cima de você, por exemplo, que eu passe, não? Você que se levante depois.

Se eu quiser entrar em sua casa e roubar seus móveis enquanto você estiver no protesto que eu o faça, não? Você que compre outros.

Este tipo de pensamento radical, irracional, autoritário e hipócrita representa bem a idéia que muitas das pessoas com quem converso sobre o movimento estudantil pensam de quem participa.

Pra que leis? Pra que ordem? Tudo pode ser relativo, contato que eu me considere dono da verdade, não?

Vanessa Russell disse...

Novamente vou dar meus parabéns aos idealizadores e escritores desse blog!
Meus parabéns também a todos que acompanham o blog diariamente, que se informam sobre o que está acontecendo.
Qto ao sr. "Contra a"...
Bem vindo à democracia! Eu não elegi o Serra, mas tenho que aceitá-lo como governador até que ele termine seu mandato e outro possa assumi-lo (certo?)... então poderei discutir e tentar eleger aquele que eu julgar mais indicado para assumir tal posto... Assim como vc tbm não escolheu pela greve e deve aceitá-la porque foi decidida por uma maioria... o que pode fazer é como sugeriu nosso amigo se organizar em um grupo e lutar pelo que acredita ser o correto!
No demais, acho que sua participação nesse blog é até interessante, visto que expõe o ponto de vista daqueles mtos (talvez a maioria, por que não!?) que não tem coragem de expor suas opiniões!...
É isso...
Abraços a todos!!!!

Gabriel Pansardi Ruiz disse...

"Sr. contra a",

eu não moro em Bauru e estou aqui acompanhando de perto. Poderia estar lá longe me divertindo bastante com a família e amigos. Poderia mesmo.

Sem ir à universidade, os custos por aqui reduzem-se absurdamente, já que vc não precisa pegar ônibus, e muito menos se alimentar no campus. Não achei válida a justificativa, já que o aluguel precisa ser pago, (pois não se sabe quando a greve irá acabar) contas de água, luz e telefone também.

Ah sim, a greve é inválida? Por que será?
Como o prof. Losnak disse, "a greve é um instrumento de luta clássico";
algumas conquistas foram alcançadas neste país por conta deste instrumento. Por que vc acha que o serra fez outro decreto? Por que ele é bonzinho?
Sem sombras de dúvida, porque tivemos várias mobilizações e paralisações em todo o Estado. Vc se lembra de algo semelhante (da classe e com tamanha duração e força) em toda a sua existência?

O exemplo vem de casa. Minha mãe era sindicalizada (professora da rede pública) e quantas vezes a vi fazendo reuniões, discutindo posicionamentos, medidas, rumos de greve de professores, quase sempre por conta de salários mais justos.
O que acontece é que vira um caos, uma pressão e um lado acaba cedendo. Quantas vezes tbm a vi também comemorando um resultado. Óbvio, mais derrotas, infelizmente.

Metade mais um de 4500 estudantes que Bauru possui é piada; chega a ser ingênuo, sobretudo por conta de as pessoas não residirem em Bauru e termos apenas uma faculdade de humanas - a qual, sabe-se, historica e vivamente - são as que formam as bases sólidas de um movimento estudantil forte. Se houver dúvidas a esse respeito, observe o movimento na USP, e mais, os clássicos, para ver quem esteve a frente deles, tomando rumos, agindo.

Não gostaria mesmo que cerca de 200 pessoas decidissem por todo um campus. Mas se é assim (e somente assim) que funciona ou tem funcionado, não existe outro meio. Vc tem alguma sugestão?

Gabriel Pansardi Ruiz disse...

Acabei de ver os créditos. Muito obg a quem se dispôs a fazer o vídeo. Impossível ficar indiferente ao vê-lo. Sem contar o registro histórico pra vcs e para nós todos.
forte abraço ao realizadores!

Contra A disse...

Assim como vc tbm não escolheu pela greve e deve aceitá-la porque foi decidida por uma maioria... o que pode fazer é como sugeriu nosso amigo se organizar em um grupo e lutar pelo que acredita ser o correto!

Vanessa... Não existe greve de alunos. Já disse isso nos primeiros comentários e repito... Não adianta vocês instituírem isto, perante a lei isto é inválido. Eu não ACHO que o correto e não haver greve. Simplesmente pelo fato que a greve de alunos nunca existiu. A constituição federal diz isso.

Beleza, a partir de agora eu decreto a UNESP como um país.Acabei de decretar sua independência. Posso começar a cobrar impostos? Acho que o governo não vai aceitar. Não está escrito na lei que eu possa tomar tal atitude.

Brincadeiras a parte: Chamem, caso assim prefiram, o movimento de vocês como mobilização estudantil. O que o é. Vários estudantes lutando pelo que acham ser correto.
Façam passeatas pacíficas, solicitem audiências com o governador, entreguem panfletos, abordem as pessoas na rua e consigam uma adesão.

De alguma maneira, alguns comentários tentam me caratcerizar como "aquele que está contra a mobilização estudantil". NÃO. Em hipótese alguma. Eu não compartilho das mesmas idéias de vocês, mas, isso é uma outra questão, não vem ao caso.

Me manifestei quando li "vamos impedir carros, vamos tirar carteiras", porque julguei isso absurdo.

Enquanto os professores estiverem em greve, não vou a aula. Quando os professores deixarem a greve "oficialmente", eu vou a aula.

Democraticamente, segundo as leis do país aonde vivem, pergunto:

Vocês se colocariam entre a mim e ao meu carro no portão da universidade? Não ? Tirariam a carteira em que eu fosse sentar? Não ?

Então estamos em paz.

Contra A disse...

Ah sim, a greve é inválida? Por que será?

Não é uma questão de "por quê". A lei não permite.

Você gostaria que ela fosse válida?
Ótimo. Nas próximas eleições, faça esta mesma mobilização, por algum candidato que levante a bandeira estudantil.

Ai, ele, juntamente com os deputados, valida a "greve dos estudantes"... A meu ver, a "greve" que vocês participam, se assemelha com uma "greve geral dos desempregados", aonde todos os desempregados do país sairiam impedindo carros de entrarem nas fábricas e retirando máquinas de dentro das mesmas. Ou pelo menos que ameacem fazer tal coisa, já que, justiça seja feita, isto não foi levado a frente.

Contra A disse...

algumas conquistas foram alcançadas neste país por conta deste instrumento. Por que vc acha que o serra fez outro decreto? Por que ele é bonzinho?

Não posso dizer pelo Serra. Porém, talvez porque ele quis corrigir os erros do primeiro.

O "sem sombra de dúvidas" é uma palavra muito forte, para quem não tem certeza do que afirma, creio.

Usando da mesma prerrogativa, "sem sombra de dúvidas" não foi devido a aqueles delinquentes que estão fazendo festa junina em um prédio público.

Sem sombras de dúvida, porque tivemos várias mobilizações e paralisações em todo o Estado. Vc se lembra de algo semelhante (da classe e com tamanha duração e força) em toda a sua existência?

Sinceramente? VÁRIAS vezes.
Desde os professores durante o governo Mário Covas, até a última greve por salários na Unesp, que foi baseada em argumentos, a meu ver, muito mais paupáveis do que os desta.

Muitos amigos meus simplesmente não entenderam ainda porque professores estão paralizados. Não sabem o motivo.

Contra A disse...

Metade mais um de 4500 estudantes que Bauru possui é piada;

Piada ou não, é a única maneira definitivamente democrática de se tomar decisões em nome de outras pessoas, coisa que os 186 estão fazendo.

Infelizmente, a lei permite isto. Como defensor da lei, qualquer decisão VÁLIDA (isso exclui greve estudantil e qualquer outra galhofa) que os "186 de esparta" tomarem, já que ninguém comparece a assembléia, é legal.

Só que tudo isso, dentro dos estatutos e leis federais. Não é o caso.

Não gostaria mesmo que cerca de 200 pessoas decidissem por todo um campus. Mas se é assim (e somente assim) que funciona ou tem funcionado, não existe outro meio.

Sinceramente? Não acho que tenha funcionado.
Os professores sempre ganham seus aumentos. Deve estar funcionando pra eles.

Aliás, coincidentemente, já repararam como os alunos sempre entram em "greve" juntamente com os professores ?
Já viram uma "greve" de alunos enquanto não houvesse indicativo da mesma pelos professores e funcionários?

A meu ver:

Vocês são 186 pessoas bem manobradas com objetivo a "manter" esta "greve".

Falta de RU e Moradia sempre teve. Porém, coincidentemente, estas vontades só despertam desta forma, digamos, "apaixonada" (para evitar a palavra xiita), quando há uma greve de professores próxima...

Quando é que os "186 de esparta" vão mobilizar uma "greve" enquanto está todo mundo tendo aula?

NUNCA. Porque, quando a maioria não está presente, os bravos "186 de esparta" podem ser representativos.
Quando acompanhados de 4500 alunos, ninguém leva-os em conta.

Contra A disse...

Vc tem alguma sugestão?
A única sensata.

Continuem com as reivindicações.
Insistam em seus objetivos.
Prossigam na busca pelos seus ideais, posições políticas, seja lá o que for.

Só que não queiram chamar isso de "greve de estudante", nem queiram fazer piquete, nem impedir pessoas de ir e vir, nem depredar patrimônio público.

Se pensam em invadir uma reitoria, desistam.

Apóiem os professores em suas reivindicações... Apóiem os funcionários, que, certamente, são os mais prejudicados; Manifestem-se, mobilizem-se políticamente, façam o que quiserem, desde que a lei permita.

Eu não sou contra o movimento estudantil. Nem contra a greve dos professores.

Sou contra a greve dos estudantes, que, não existe e não está prevista na lei. Mais ainda contra o radicalismo e oportunismo de certos delinquentes que acham correto partir pra coação.

Lara disse...

"Eu não como ovo a semana inteira, nem volto apenas duas vezes para casa, mas porque trabalho para poder comer carne, e poder voltar mais vezes."

A sutil diferença entre lutar por "direitos" concedidos e lutar dentro de um sitema injusto e lutar por um novo sistema ("ó, ela é comunistinha!coitada!"; não meu querido!Apesar de não ter exatamente claro como alcançar um sistema mais justo e VERDADEIRAMENTE democrático, tenho ctz do que não quero! Ctz do que não é nem justo nem democrático! Da ilusão travestida de justiça social!)

"Ninguém amarrou-nos e nos obrigou a votar."

Ah, não?!Então pq o voto é obrigatório no país? Talvez ele devesse ser obrigatório também dentro das universidades...aí, quem sabe os 4500 alunos se fariam presentes para deliberar sua contrariedade à opinião dos que não precisam de uma lei - uma sentença sobre suas cabeças - para posicionar-se criticamente e manifestar publicamente suas opiniões (e ideologias, pq não, meu caro?!).

J.Silva disse...

Queria perguntar ao "contra a" onde na Constituição Federal diz que greve de estudantes é ilegal.

J.Silva disse...

E lhe peço, "contra a", novamente, que compareça na próxima terça-feira, às 14h, na Central de Salas, na Assembléia Unificada para expor seu ponto de vista.

Mas tente em ir em grupo pra não dar o rosto a bater sozinho.

Verônica disse...

Já que o nosso querido Mister "Contra" está tão preocupado com a legalidade da greve dos estudantes, sugiro que contrate um advogado para cuidar do caso, oras. Vamos ver, então, o que pode ser feito judicialmente.
Essa mesma desinformação que vc cita, querido "Contra", é responsavel pela despolitização que faz com que de um montante de mais de 4000 alunos, apenas 5% participem. Talvez se os 95% 'ocultos' reivindicassem, organizados, as suas aulas, o movimento tomaria um rumo tão interessante quanto o que estou vendo. Mas porque será que ficam quietos, por que não se manifestam? Será porque em última instancia a questão da autonomia universitária, a qualidade de ensino, assistencia estudantil, a questão salarial não representam tanta bobagem assim?
Queiramos ou não, 186 estudantes estavam numa assembléia legitimamente consolidada (por essa mesma lei que vc tanto preza) representando a comunidade discente da Unesp de Bauru. Não é a revelia, é legal, amparado por lei. Isso se chama democracia representativa.
Ah, não se sentiu representado? Talvez esteja na hora de vc também lutar por uma outra realidade, menos injusta.
Pelo menos na universidade pública, onde se concentra grande parte da produção do conhecimento desse país, as coisas deveriam ser menos injustas e apolitizadas.

Não é nenhuma balela comunista (cuidado, comunistas comem criancinhas, hein): qualquer serviço público é político, porque trata de jogo de interesses.
Um exemplo, para ser didática: já ouviu falar em licitações, mister "Contra"?
Porque seria interessante para
o governador controlar de fora pra dentro a administração do dinheiro público, oriundo dos nossos impostos, destinados à Universidade? Com certeza ele não quer ter um ministro na sala ao lado apenas para se sentir mais próximo dos queridos universitários, não...

E só pra lembrar: o que fazemos aqui nesse espaço virtual também é política. E isso é muito bom.

Contra A disse...

A sutil diferença entre lutar por "direitos" concedidos e lutar dentro de um sitema injusto e lutar por um novo sistema
Como toda pessoa de "ideais comunistas", não tem a menor idéia do que fazer pra mudar, mas sabe que, se brigar bastante contra o sistema, volta pra casa de alma lavada e sensação de dever cumprido.

Ah, não?!Então pq o voto é obrigatório no país? Talvez ele devesse ser obrigatório também dentro das universidades...aí, quem sabe os 4500 alunos se fariam presentes para deliberar

Sabe da maior? Concordo. O universitário deveria se obrigado a votar, pelo mesmo motivo que penso ser obrigatório um brasileiro votar: Preguiça e passividade.

à opinião dos que não precisam de uma lei - uma sentença sobre suas cabeças - para posicionar-se criticamente e manifestar publicamente suas opiniões (e ideologias, pq não, meu caro?!).

Não precisam de uma lei para nada, não? Nem para saber que não podem inventar greve de estudantes nestas assembléias. Manifestem a ideologia que quiserem, mas, continuam sendo uma minoria que não tem representatividade no mundo acadêmico; e pior, pensa que tem.

Como disse anteriormente, vocês só se manifestam deste modo quando a greve dos professores está em andamento ou prestes a começar, e terminam logo que os professores saem da greve.

Mas, se isso faz vocês felizes...

Contra A disse...

Queria perguntar ao "contra a" onde na Constituição Federal diz que greve de estudantes é ilegal.

LEI 7783

Artigo 1º - É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Vocês trabalham na UNESP? Prestam serviços remunerados a UNESP?
Alguns talvez... podem entrar em greve de bolsa PAE.

rtigo 2º - Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador.

Para qual empregador vocês estão suspendendo a prestação de serviços ?

A constituição federal é CLARA. Só faz greve pessoas que recebem remuneração e/ou têm vínculo empregatício.

Não importa se vocês juntam 186 pessoas e resolvem inventar uma greve de alunos durante a greve dos professores, ela é ilegal, não existe nem nunca existiu.

Infelizmente, vocês, 186, podem deliberar, caso a situação do grupo de vocês seja devidamente regulamentada (todos são membros legalizados dos diretórios acadêmicos? São os que tem representação legal dentro da faculdade ? Ou são só os 186 alunos que estavam lá na hora que tinham que estar ?), enfim... vocês podem regulamentar e instituir qualquer coisa que seja permitida pela lei, que possa ser decidida nestas assembléias. Greve dos estudantes não é prevista pela lei, logo, vocês não podem inventar uma.

Ai vem vocês e falam de direito histórico, de sistema injusto, de opressão do governo neo-liberal...
Não importa. Não existe na lei.

PORÉM, nada impede que ninguém vá a aula, não é mesmo? Para protestar...

CONTUDO, todo e qualquer direito previsto em lei para uma greve NÃO É VÁLIDO para a "greve dos estudantes". MESMO QUE FOSSEM, leiam todo o texto da lei que coloquei acima, e vejam quantas partes desta lei iriam infringir se seguissem as "deliberações", que o "movimento" ia tomar, descritas neste mesmo blog.

Contra A disse...

E lhe peço, "contra a", novamente, que compareça na próxima terça-feira, às 14h, na Central de Salas, na Assembléia Unificada para expor seu ponto de vista.
Pra que? Não vou perder meu tempo pra ir até uma assembléia, e ver pessoas decidindo por uma "greve" inconstitucional que não têm validade alguma...

Podem dar os argumentos que for. Eles podem ser justíssimos. Podem ser os melhores argumentos. NENHUM DELES é melhor do que a lei.

Contra A disse...

Já que o nosso querido Mister "Contra" está tão preocupado com a legalidade da greve dos estudantes, sugiro que contrate um advogado para cuidar do caso, oras. Vamos ver, então, o que pode ser feito judicialmente.

Verônica...
Nada pode ser feito judicialmente.
Vocês só estão dizendo que estão em greve. É como uma criança quando diz que aquele sentado na cadeira ao lado é o "godofredo, meu amigo imaginário". Nem perderia meu tempo contratando um advogado pra dizer a um punhado de estudantes com inclinação esquerdista o que eles podem e o que não podem fazer.

Mas sugiro que contratem um, e dos bons, se resolverem fazer aquilo que disseram que iam fazer, dos carros e das carteiras. Porque lugar de criminoso é na cadeia, e criminoso precisa de advogado.

Por enquanto, vocês estão apenas fantasiando, se aproveitando que os professores continuam em greve. Quando os professores voltarem, se quiserem continuar com esta palhaçada, ai veremos.

Contra A disse...

Talvez se os 95% 'ocultos' reivindicassem, organizados, as suas aulas, o movimento tomaria um rumo tão interessante quanto o que estou vendo.

Para que que eu vou, e os outros 4000 alunos vao, reivindicar um direito que já temos?
Só para dar a tão sonhada discussão, aonde vocês poderiam, a plenos pulmões, bradar contra o sistema e criticar o Bush ?

Vocês inventam uma greve inconstitucional, e nós temos que parar de trabalhar, voltarmos de nossas cidades, só pra dizer pra vocês que isso não existe ?

Mesmo que TODOS os alunos fossem a favor da greve, menos eu, eu e a constituição ainda estaríamos certos. Não é necessário uma assembléia, um movimento, para tal.
É só você ler a lei.

Contra A disse...

Será porque em última instancia a questão da autonomia universitária, a qualidade de ensino, assistencia estudantil, a questão salarial não representam tanta bobagem assim?

Adoro a póetica "comunista". Uma coisa eu admito, vocês quando falam assim, realmente passam uma convicção brilhante.

Contudo, diga isso a um aluno que não necessita da assistência estudantil, não dá a mínima para professores que já ganham mais do que o pai e a mãe dele juntos, que considera a qualidade de ensino da universidade um problema que antes deve ser resolvido internamente (e isto não inclui parar de ir a aula para melhorá-la), e pensa que a autonomia universitária é um disparate; que universidade também é um órgão público e deveria informar onde e como gasta, e o governo poderia sim, coibir gastos descabidos e excessivos.

Aparte disso, você, Verônica, sabe que a maioria dos alunos nem ligam pra isso. Pelo contrário do que você disse, para eles, estas questões não representam importância alguma.

Contra A disse...

Queiramos ou não, 186 estudantes estavam numa assembléia legitimamente consolidada (por essa mesma lei que vc tanto preza) representando a comunidade discente da Unesp de Bauru. Não é a revelia, é legal, amparado por lei. Isso se chama democracia representativa.

Por isso que eu sempre digo, "infelizmente". Infelizmente, isto é legal e amparado pela lei. Infelizmente, vocês podem, mesmo não sendo nem 5% dos alunos, tomar decisões pelos demais 95%.

Só que uma coisa que você parece não estar captando, é que nem vocês, amparados por lei, podem decidir inventar greves que não e xistem. Não importa se estejam dentro da lei, não podem ignorar a lei.

VOCÊS NÃO PODEM DECIDIR POR GREVE DOS ESTUDANTES, NÃO IMPORTAM SE SÃO 186 OU 186 MIL, PORQUE NÃO HÁ PREVISTA EM LEI DIREITO DE GREVE A PESSOAS QUE NÃO TÊM VÍNCULO EMPREGATÍCIO. NÃO IMPORTA SE ISSO É O CERTO, NÃO IMPORTA SE ISSO É O QUE VOCÊS QUEREM, É ILEGAL, LOGO, INVÁLIDO.

Contra A disse...

Ah, não se sentiu representado? Talvez esteja na hora de vc também lutar por uma outra realidade, menos injusta.

Eu? Não.
Acho que a constituição e a declaração dos direitos do homem também deve ter se sentido deslocada.
Deve ter sentado lá no fundo.

Eu tenho consciência de que vocês têm poder limitado. A representatividade jurídica do aluno é praticamente nula. Não podem fazer muita coisa. É perda de tempo ir até uma assembléia e querer brigar sem direito algum.

Isso é certo? Não. Mas não é fazendo greve que isso vai mudar, não é com piquete nem com coação, penso eu. Porém, é uma realidade.
na próxima eleição, juntem mais algumas dezenas de milhares de companheiros e votem certo.
Mas não esperem uma greve dos políticos para embarcar e ganhar impulso.

Mas, eu sempre esqueço... poxa vida...

As idéias radicais do PSTU, do PSOL, do PCO, e de outros partidos de extrema-esquerda, cujo, apostaria, vocês todos possuem, no mínimo, alguma simpatia, assustam a população, que não quer guerra civil e socialismo no país (embora eu queira o salário mínimo de 1900 reais do PCO).

Ai, para com o perdão da palavra, "encher o saco" (alguns dirão "fazer oposição"), armam estes piquetes e revoltas como a invasão da USP, para tentar aparecer.

Fico pensando se a houvessem os cursos de ciências sociais e filosofia em Bauru, que são os ninhos dos marxistas radicais...
Isso viraria um inferno.

Contra A disse...

Não é nenhuma balela comunista (cuidado, comunistas comem criancinhas, hein): qualquer serviço público é político, porque trata de jogo de interesses.

Claro que isso é balela política. Qualquer generalização imprópria, sem provas nem fundamentos é balela.
A menos que você possa provar que todos os serviços públicos sofrem a ação dos "jogos de interesses" citados.

Abaixo ao FMI! Abaixo a política neo-liberal assassina do Lula! Pelo salário mínimo de 1900 reais! Abaixo os GLS (Globalizadores, Liberais e Simpatizantes)! Viva Fidel! Contra o Bush e sua invasão arbitrária do iraque!

Contra A disse...

Um exemplo, para ser didática: já ouviu falar em licitações, mister "Contra"?

Já. Algum membro de sua família perdeu alguma, ou algum conhecido?
Pelo que eu sei, é a única maneira democrática que o governo possui de contratar serviços e/ou comprar produtos.

Aliás, gostaria de ver você, caso ache as licitações um câncer, dizer o que poderia, de maneira eficaz e dentro da lei democrática, substituí-la.

Porque seria interessante para o governador controlar de fora pra dentro a administração do dinheiro público, oriundo dos nossos impostos, destinados à Universidade?

Deixo outra indagação. Porque NÃO SERIA interessante para a universidade ser "controlada" (o decreto não diz isso), e ser obrigada a prestar declarações sobre onde e como está gastando?
Será porque, talvez, a alta cúpula da universidade esteja enfiando dinheiro no *, e não queira que a mamata acabe?

Toda moeda tem dois lados, miss Veronica. Tente levar com consideração o outro lado também.

E só pra lembrar: o que fazemos aqui nesse espaço virtual também é política. E isso é muito bom.

Isso não é política. É uma discussão sobre política, embora meu intuito principal fosse alertar sobre a ilegalidade e descalabro que é uma greve dos estudantes.

É um debate de idéias divergentes. Eu leio a Veja, você lê a Carta Capital. Pelo menos nós podemos ler, enquanto milhões de brasileiros ou não sabem ler, ou não tem dinheiro para comprá-las nem meio de acesso as mesmas.

J.Silva disse...

Apesar da seção de comentários estar servindo como um fórum de discussão, peço novamente ao "contra a" que participe dos Grupos de Discussão para argumentar sob um ponto de vista contrário ao da maioria.

Não precisa ser em Assembléia então, já que "voce não quer ver ser aprovada greve ilegal". Vá a um dos GDs, marcados e divulgados neste blog.

Assim a discussão se enriquece e, se está tão convicto da validade de seus argumentos, voce vai conseguir influenciar no movimento de greve. Ou pelo menos deixar sem palavras os 'comunistas'.

Tente pelo menos, puxa vida.

Polly disse...

Bom, depois de ler todos os comentarios dessa página, fui me informar sobre o que o "Contra a" falou. Na verdade,foi uma grande novidade pra mim toda essa discussão sobre a "greve dos estudantes" ser ilegal. Também sou contra esses fechamentos de portão que rolam na Facul, bem como impedir a entrada de alunos que querem ter aula... Enfim, por outro lado, vc "Contra a" está sendo um pouco radical... a "greve dos estudantes" não é ilegal, ela só não é prevista em lei. Portanto ela é "atípica", (tá em aspas pq foi o nome que usaram para me explicar). E o termo não deveria ser "greve" e, sim, "paralização"...mas tudo bem pq isso ninguem vai mudar independente do que falarem aqui...
Então,mas essa paralização pode ser vista como uma manifestação, e as pessoas têm, por lei, o direito de se expressar... (eu sei que elas não podem obrigar as outras a pensar igual,mas elas podem em assembleia - que tb é legal - conseguir a compreensão de pessoas que ainda não entende o q está acontecendo...)
Bom, eu concordo com muitas das coisas que vc falou, "Contra a", mas as pessoas que fazem parte do movimento não estão fazendo nada ilegal em relação à paralização (Greve).

Contra A disse...

Concordo.
Até agora, o "movimento" que está organizando a "greve" dos estudantes, não fez mesmo nada de ilegal.

Porém, você mesma poderá ler, no próprio blog, que, com a sinalização de uma "possível volta as aulas", já haviam deliberações do "movimento" para barrar carros na frente da UNESP, e arrancar carteiras de dentro das salas...

VEJA AQUI

Foi deliberado: (11/06)

-Panfletagem na porta da Unesp no dia 13 de junho seguida de atos em defesa da greve (impedir a entrada de carros no campus, retirada das cadeiras da sala de aula);
-Realização de um grupo de discussão no mesmo dia sobre os motivos de estarmos em greve;
-O nome dos representantes de Bauru na reunião das Estaduais Paulistas, dia 16.


Oras... na primeira oportunidade que ocorre de uma possível volta as aulas, a primeira "deliberação" do "comando da greve" é parar carros e arrancar carteiras.

Não aconteceu? Não aconteceu. Mas não porque são todos conscientes e não-radicais, e sim porque não apareceu aluno na faculdade que queira ter aula.

Com a iminente saída da greve pelos professores (aposto que saem na próxima assembléia), qual você imagina será a reação dos radicais xiitas?

E, de fato, não há nada na lei dizendo "É proibida a greve dos estudantes". Muito provavelmente porque eles definam "greve", e na própria definição de greve, não há previsão de que ela possa ser feita por estudantes.

Não sendo caracterizada como greve,
nenhuma assembléia, ou aluno, seja quem for ou se que partido de extrema-esquerda seja, pode querer, E NEM SEQUER DELIBERAR EM ASSEMBLÉIA, que vão impedir carros e arrancar carteiras de sala de aula.

Isso é fácil definir porque: Se não é greve, não possui direitos de greve. Se não possui direitos de greve, parar carros na porta da universidade, ou a simples manifestação de que parariam É ILEGAL SIM; amedrontando os cidadãos, que pensam, e com razão, que pseudo-revolucionários grevistas sem causa podem arrumar confusão e briga, já que, pra querer parar carro...

Creio que este punhado de 186 estudantes perdeu qualquer razão que tinha quando, por maioria, aprovou atos de baderna naquela assembléia. Como uma moça mesma disse, a assembléia é válida, prevista em lei, e como tudo, os alunos que presentes nela estavam são responsáveis pelos atos aprovados nela, ou não.

Contra A disse...

Portanto, Polly, não caia no conto esquerdista que ela é apenas "atípica".

Insisto. Se estes 186 estudantes não quiserem entrar na aula em protesto contra o que eles crêem ser certo, ótimo. É um direito deles.
Se eles quiserem conversar com todo e qualquer aluno que estiver disposto a aderir ao movimento deles, ótimo.

Se quiserem ficar no Forte Apache escutando banda e seja lá mais o que se faça lá, que fiquem a vontade.

Só não queiram deliberar piquete, porque isso é ilegal sim.

Para concluir: Elas fizeram coisas ilegais sim, quando, decidido por maioria em assembléia, resolveram parar carros e arrancar carteiras.
Que bom que isso não tenha sido realizado (penso eu, não por consciência e vergonha na cara, mas por falta de oportunidade).

Mas, comparando com uma situação simples, vamos supor que eu ligue pra casa de cada um deles, dizendo que, se eles saírem de casa, eu passarei com o carro em cima deles.
Por mais que eu não faça isso, isso é ameaça, e é crime.

Polly, nós pensamos a mesma coisa, creio. As idéias e requerimentos deles são (em partes, penso eu), válidas, e o direito deles de protestar é sagrado.

Todavia, eu não creio que "os fins justificam os meios", e a responsabilidade dos "representantes" dos alunos da UNESP deveria ser BEM MAIOR do que o inconseqüente ideal comunista da maioria absoluta destes alunos.

Em hipótese alguma, eles pararam pra pensar se a paralização e o planejado piquete eram a vontade dos alunos. Aliás, nem pararam pra ver que não é a vontade da imensa
maioria.

Se aproveitaram da passividade do restante, e viram nestas assembléias uma possibilidade real de arrumar alguma confusão filosófica e exibir que perseguem seus ideais políticos.

Tais como Dom Quixote e sua bravura contra os moinhos de vento, se pudessem, mesmo que o Serra aparecesse e desse o governo do estado pra um deles, continuariam protestando.

A estratégia de se aproveitar que a maioria não liga, é exatamente a mesma que os políticos desonestos usam. Já que não tem ninguém por aqui, vamos fazer nossa revoluçãozinha.

Todos reclamam da falta de moradia, mas dinheiro pras festas nunca faltam.
Todos reclamam da falta do RU, mas as cantinas da UNESP vivem cheias.
Todos reclamam dos decretos do serra, mas se esquecem que ele foi eleito pela mesma democracia pelos quais os ídolos revolucionários deles lutaram na ditadura, e ganhou, por voto popular, o direito de fazer o que está fazendo.

E outra coisa que me irrita: Reparou os posts deste blog, e de qualquer blog do movimento estudantil?

De alguma maneira, todos os estudantes são santos e pacíficos. É sempre a PM que provoca, é sempre o governo que é autoritário, eles sempre têm razão... é impressionante...

Faço questão de voltar aqui (se isso continuar existindo depois que a greve dos professores acabar na semana que vem, claro), quando a ocupação daquela reitoria da USP acabar.

De posse, é claro, dos dados que comprovem o prejuízo ao patrmônio público que aquele punhado de marginais proporcionou, destruíndo o prédio.

Che guevarinha de cú é tropa de choque.

Polly disse...

Bom, eu concordei com vc em varios pontos, inclusive o que vc argumentou no seu post.
Mas eu tenho uma dúvida: eu acho q não foi deliberado em Assembleia os piquetes... pelos menos eu estive nelas e não me lembro de ter votado isso... lembro da panfletagem e da continuação da paralização, além dos apoios às greves dos professores e funcionarios... será que teve mesmo essa votação e eu não lembro?
Enfim, a unica critica que eu tenho agora é por vc falar q todos do movimento são esquerdistas... nas verdade não são... alguns (a maioria tem pensamentos esquerdistas mesmo, mas tem uma galera completamente apartidária - como eu, que na verdade nem participo exatamente tão efetivamente!! - que estou preocupada com em me informar das discussões que estão rolando e, que tb por convicção estão participando da movimentação - com algumas ressalvas que nós já concordamos).

Polly disse...

Tenho outra pergunta pra vc: será que a cantina não vive cheia por falta de opção?
Pensando de forma pratica:comer um salgado, por mais que não alimente, é mais barato que almoçar de fato...

Contra A disse...

Mas eu tenho uma dúvida: eu acho q não foi deliberado em Assembleia os piquetes... pelos menos eu estive nelas e não me lembro de ter votado isso... lembro da panfletagem e da continuação da paralização, além dos apoios às greves dos professores e funcionarios... será que teve mesmo essa votação e eu não lembro?

Isso é grave. Neste mesmo blog, foi citado claramente que isto foi deliberado, você mesma pode ver.

Estaria não sendo este blog, isento? O que o blog escreve, é realmente a opinião deliberada na assembléia ou a opinião de uma pessoa apenas?

Ta aí uma pergunta interessante.

Se rolou isso e você acabou não vendo, não muda, as pessoas continuam desrespeitando a lei.

Se NÃO ROLOU isso, é pior ainda, porque a credibilidade de quem postou aquilo estaria sériamente abalada.

AFINAL DE CONTAS, O QUE SE ESCREVE AQUI É DECIDIDO PELA ASSEMBLÉIA, OU
É MENTIRA ?

Enfim, a unica critica que eu tenho agora é por vc falar q todos do movimento são esquerdistas... nas verdade não são...

De acordo. Exagero meu.
Não são todos. A maioria absoluta deles.

Será que a cantina não vive cheia por falta de opção?

Sempre há opções.
Você pode trazer um sanduba de casa, por exemplo.

Você até pode usar este argumento.
Porém, não os partidários da baderna do impedimento dos carros e retirada das carteiras, que, pensam que "um sacrifício é necessário para se alcançar um ideal maior".

Estes, com certeza, devem trazer seus lanches de casa, óbvio.

A situação é simples: A UNESP aluga as cantinas. Ganha renda com elas.

Se ninguém usar as cantinas, elas vão a falência, e a UNESP perde a renda. Logo, entre nada e um RU, eles provavelmente optarão pelo RU.

Por isso que eu fico tão revoltado com estes radicalismos. O simples, ninguém quer fazer.

Já arrumar confusão...

Polly disse...

Tenho que concordar com vc... sei q não tem nada a ver boicotar o restaurante já q ele é privado e o dono paga um aluguel caro para usar o espaço unespiano... enfim...
E, de fato não lembro dos piquetes terem sido colocados em votação... masse estão falando...

Polly disse...

Vixe, a conversa involuiu em outro tópico... que paciencia... tudo de novo?!!